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Cuidados ao armazenar e manipular alimentos devem ser reforçados

O inadequado armazenamento de alimentos pode resultar em sérios problemas de saúde. Por isso, é preciso tomar muito cuidado ao guardar comida, seja com frutas, legumes, verduras ou produtos industrializados. Para falar desses cuidados, o Conexão Sociedade recebeu hoje (2) a nutricionista e proprietária de delivery de refeições, Jaqueline Menezes.

A profissional chamou atenção para a necessidade de lavar frutas que, teoricamente, bastariam apenas descascar para comer. Banana, maçã e laranja são exemplos. “Até chegarem nas casas das pessoas, elas percorrem um longo caminho. Na colheita, já estão envoltas de terra, que traz consigo micro-organismos. Há outros também, como o transporte, o local onde estão armazenados até chegarem às feiras ou aos supermercados. Tudo isso pode contaminar a casca”, explicou.

Os cuidados devem ser reforçados também com a água utilizada para lavar os alimentos, especialmente no local onde é armazenada. “Fala-se tanto em água corrente, mas é necessário saber também como estão os tanques, os reservatórios, há quanto tempo se faz a limpeza. Muitos não fazem no tempo ideal, que é a cada seis meses, e a água acaba sendo contaminada por isso. Lava-se o alimento e, dentro da água, contrai mais micro-organismos”, ressaltou.

De acordo com ela, para higienizá-las, é necessário o processo de sanitização, em que são colocadas de molho na água junto a uma solução de hipoclorito de sódio, que pode ser encontrada na água sanitária, sem alvejante. “Uma colher de sopa para cada litro de água e, depois, lavar com água corrente”, salientou, acrescentando que a quantidade não pode ser reaproveitada na higienização de outras frutas.

Dúvida muito comum entre as pessoas, o consumo de alimentos frios, mesmo dentro da panela e tampados, também pode trazer riscos de contaminação, condicionados à quantidade de tempo que estão armazenados. Jaqueline esclareceu que os locais onde as panelas ficam devem estar em uma temperatura acima de 60° C.

“Entre 5° C e 60° C, está dentro do que chamamos a zona de perigo, onde as bactérias mais se proliferam. Às vezes, ainda não alteraram as características sensoriais, como o cheiro e a aparência, o que pode trazer uma sensação de normalidade. Muitas pessoas podem dizer que sempre comeram e nunca se sentiram mal porque, nesse caso, a quantidade [de bactérias] não é significativa para causar um impacto rapidamente, mas pode acontecer a longo prazo”, reforçou.

Foto: Bruna Valente / Rádio Sociedade