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Da involução à queda: a demissão de Preto Casagrande do Bahia

O Bahia do primeiro semestre não existe mais e não por conta dos desfalques, mas sim pelo futebol apresentado. Ou melhor, não apresentado. Na noite desta terça-feira (4), o clube anunciou a demissão do treinador Preto Casagrande. Favas contadas. Após a saída de Guto Ferreira do comando do time, o clube trouxe Jorginho, que não deu muito resultado. A derrota por 3 a 1 para o Sport na Arena Fonte Nova – onde o clube não perdia para o rival há 28 anos, culminou na demissão de Jorginho. Foi a deixa para que Preto Casagrande assumisse o comando técnico do time.

Preto comandou o Bahia como técnico interino em cinco partidas: foram dois triunfos, duas derrotas e um empate – Chapecoense 1 x 1 Bahia, Bahia 2 x 1 São Paulo, Altético-PR 4 x 1 Bahia, Bahia 3 x 0 Vasco e Bahia 1 x 2 Botafogo. Apesar dos resultados, o time seguia desorganizado dentro das quatro linhas. Logo depois, os jogadores se mostraram favoráveis à efetivação do treinador. Atendendo aos pedidos dos atletas, a diretoria anunciou a efetivação de Preto e assumiu o risco. Inexperiente, o Bahia foi o primeiro trabalho desafiador de Preto, que trabalhava no clube como auxiliar-técnico há mais de um ano.

Em sequência, mais apresentações pífias. Espaçado, sem criação e ineficiente no ataque, o time não mostrava evolução em campo. O Brasileirão teve uma pausa de quinze dias até a partida contra o Atlético Goianiense, lanterna da competição, a esperança do torcedor era no ajuste do time em campo, pelo tempo que o time teria para treinar. Em vão. No estádio Olímpico, em Goiânia, o empate em 1 a 1 frustou o torcedor e a partir daí a cabeça de Preto começou a ser pedida por parte da torcida.

Os resultados justificavam e a proximidade do time ao Z4 foram determinantes para que a demissão do treinador fosse aclamada nas arquibancadas da Fonte Nova. O desgaste ficou nítido no empate em 1 a 1 com o Coritiba no último sábado (30). Pedido atendido.

Preto Casagrande comandou o Bahia por nove jogos. Além dos cinco como interino, Preto comandou o Bahia nos empates com Atlético-GO e Coritiba, na derrota para o Cruzeiro e no triunfo contra o Grêmio, com gol de pênalti aos 50 minutos do segundo tempo. Preto deixa o Bahia com um aproveitamento de 44,4%, totalizando os nove jogos em que esteve à frente do time, como interino e treinador efetivo.

Alguns nomes já conhecidos pelo torcedor estão sendo especulados pela imprensa baiana. São eles: Cristóvão Borges, Sérgio Soares e Milton Mendes. O nome de Cristóvão ganhou forças porque o treinador está em Salvador. Sérgio Soares foi o primeiro técnico da gestão de Marcelo Sant’Anna e sagrou-se Campeão Baiano de 2015. Milton Mendes, outro nome especulado, anunciou, através de assessoria, que não assumirá mais nenhum clube este ano. O Bahia prometeu anunciar em breve a nova comissão técnica.

O próximo compromisso do Tricolor será no dia 12 de outubro, uma quinta-feira, às 21h, contra o Palmeiras, no Pacaembu. Até lá, o elenco terá mais alguns dias para treinar. Com 31 pontos, o time ocupa a 13ª colocação.

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