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União Europeia diz a Bolsonaro que espera manter cooperação com Brasil

DA AGÊNCIA EFE

Os presidentes da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e do Conselho Europeu, Donald Tusk, disseram ao chefe de Estado eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, que a União Europeia (UE) respeita o resultado das eleições e espera manter a cooperação com o país.

“A UE espera manter a associação com o Brasil, um parceiro muito importante para a União Europeia e, ao mesmo tempo, respeita a escolha democrática do povo brasileiro (…). Esta é uma eleição democrática”, diz a carta enviada de Bruxelas a Brasília.

Esse é um trecho da carta que fontes europeias forneceram à Agência Efe nesta segunda-feira, já que nem Juncker nem Tusk publicaram o texto completo enviado a Bolsonaro.

“Na carta, os dois presidentes confirmam a disposição em continuar e fortalecer a associação de longa data entre a UE e o Brasil, em áreas de interesse comum, como comércio, ciência, tecnologia, defesa, segurança, energia, preservação ambiental e direitos humanos”, afirmaram as fontes, que disseram que não existe obrigação nem um procedimento padrão para a divulgação desse tipo de felicitação institucional após um pleito.

Segundo as fontes, o texto ressalta a posição já expressada pela Comissão Europeia no dia seguinte à vitória de Bolsonaro no segundo turno. Na ocasião, a porta-voz da Comissão, Natasha Bertaud, afirmou em entrevista coletiva que o bloco respeita “a eleição democrática do povo brasileiro”.

“O Brasil é um país democrático, com instituições sólidas, e esperamos de qualquer futuro presidente do país que trabalhe para consolidar a democracia em benefício do povo brasileiro”, afirmou a porta-voz.

Bertaud disse confiar na continuidade do trabalho com o novo governo que será montado por Bolsonaro e reiterou a “importância” do Brasil nas negociações em andamento com o Mercosul para um acordo de associação que inclui um tratado de livre-comércio.

A UE e o Mercosul trabalham em um pacto de associação desde 2004 e tinham se comprometido a acelerar as negociações em um contexto global marcado pelo protecionismo defendido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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