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Publicidade evoluiu e necessita de criatividade, avalia especialista

A crise econômica enfrentada pelo Brasil nos últimos anos impactou todos os setores do mercado, inclusive o publicitário. Com isso, surgiu a necessidade de atualização e reconfiguração do ramo. Em entrevista ao programa Conexão Sociedade na manhã de hoje (6), a presidente do Sindicato das Agências de Propaganda do Estado da Bahia (Sinapro), Vera Rocha, falou sofre os desafios que a publicidade tem enfrentado e a necessidade de evolução da área, diante de um cenário marcado pelo surgimento de novas tecnologias.

Na avaliação da publicitária, as tecnologias digitais ainda não eram tão presentes há dez anos, por exemplo. “Em nossos planejamentos, quase não havia a palavra “digital”. Hoje, está intrinsecamente ligado e precisamos ver inúmeras plataformas para pensar em qualquer comunicação. O mundo mudou muito e, com isso, a propaganda também. Temos que ficar atentos a essas oportunidades de multicanais que sugiram com o avanço tecnológico”, ressaltou.

Ainda segundo Vera, é preciso aliar o avanço tecnológico ao exercício constante da criatividade. “O maior desafio é achar a tal da boa ideia. A criatividade tem que ser o eixo. É preciso procurar e achar um caminho disruptivo, diferente para comunicar a melhor forma aquele produto ou serviço. Às vezes, pode dar muito certo na internet, contar uma história mais longa que não dá para colocar na televisão porque os custos não permitem. O rádio pode oferecer algumas situações, como programetes mais curtos, por exemplo”, afirmou.

A presidente da Sinapro comentou ainda sobre ética nas peças publicitárias, com o aumento do que se classifica como “politicamente correto”. “Ouvíamos música de carnaval e não tínhamos percepção do preconceito que ela trazia. Não pode mais ser difícil fazer, acho delicioso, instigante e que faz bem à alma da gente. É tão bom ver comerciais de cerveja que não mostram mulheres em situações de grande exposição ou quase sem roupa. O que marca nesse novo momento é o slogan, e não a exploração de estereótipos”, salientou.

Ouça novamente a entrevista:

Foto: Gênesis Freitas / Rádio Sociedade