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Chanceleres se reúnem hoje (8) para tratar da crise na Venezuela

Nesta terça-feira (8), chanceleres de vários países da América Latina se reunirão em Lima, no Peru, para discutir a situação na Venezuela. A polêmica Assembleia Constituinte convocada na Venezuela será tema de mais uma reunião dos chanceleres sul-americanos, desta vez, no Peru. O ministro das Relações Exteriores do Chile, Heraldo Muñoz, afirmou que eles querem criar “um grupo permanente” de acompanhamento da situação no país. “O futuro da Venezuela tem que ser resolvido pelos próprios venezuelanos, mas os países da região têm o papel de colaborar para encontrar essa solução, ainda que seja difícil”, acrescentou o ministro. Chanceleres do Brasil, Chile, Peru, México, Colômbia, Argentina, Paraguai, Uruguai e Costa Rica devem comparecer ao encontro.

Nesta segunda-feira (7), o parlamento venezuelano aprovou um acordo de “desconhecimento de atos contrários à ordem constitucional”, que não reconhece a Constituinte, eleita no fim de julho. Os 545 parlamentares que vão redigir uma nova Carta Magna tomaram posse na sexta-feira (4) após um conturbado processo eleitoral.

No sábado, o Mercosul decidiu suspender o país do bloco por “ruptura da ordem democrática”. O país vive uma gravíssima crise econômica, política e social, com prisões políticas e protestos que já deixaram mais de 100 mortos. No último fim de semana, um levante militar contra o governo foi controlado pelas Forças Armadas no norte do país. Duas pessoas morreram.

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 5.051 pessoas foram presas na Venezuela desde abril, quando as manifestações contra o presidente Nicolás Maduro passaram a ser diárias. Mais de mil continuam presas. Na avaliação da instituição, o governo tem recorrido ao uso da força excessiva sistematicamente contra manifestantes.

“As entrevistas realizadas a distância (…) sugerem que na Venezuela tem acontecido um uso generalizado e sistemático de força excessiva e detenções arbitrárias contra os manifestantes. Milhares de pessoas foram detidas arbitrariamente, muitas delas foram vítimas de maus-tratos e inclusive de torturas”, declarou o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad al Hussein, em um comunicado, de acordo com a France Presse.

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