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Japão e China reagem à saída dos EUA do acordo nuclear com o Irã

Da Agência Brasil

O Japão mostrou hoje (9) apoio ao acordo nuclear com o Irã após a decisão dos Estados Unidos de deixar o pacto assinado em 2015, e pediu ao resto das potências signatárias que adotem “medidas construtivas” para a manutenção do acordo. A China também se manifestou e pediu a todas as partes que assumam uma “atitude responsável” para garantir a implementação da medida.

“O Japão segue apoiando o JCPOA [sigla em inglês do pacto], que contribui para o fortalecimento do regime internacional de não proliferação [nuclear] e para a estabilidade no Oriente Médio, e espera que as partes pertinentes adotem medidas construtivas”, disse o chanceler japonês, Taro Kono, em comunicado.

Para Kono, “será desanimador” se o anúncio da retirada dos EUA dificultar a continuidade do acordo. Ele afirmou que seu governo manterá uma “estreita comunicação” com os outros envolvidos para manter a medida.

O país asiático prestará “muita atenção à situação enquanto analisa cuidadosamente a possível influência que este anúncio [feito pelo presidente americano Donald Trump] possa causar”, acrescentou o ministro japonês de Relações Exteriores no texto.

China rejeita decisão de Trump

“A China rejeita a decisão tomada pelos Estados Unidos”, ressaltou o porta-voz chinês do Ministério de Relações Exteriores Geng Shuang em entrevista coletiva e reiterou o apoio de Pequim ao pacto com Teerã.

Geng chamou as partes envolvidas a assumir uma “atitude responsável” e lembrou que o acordo deve ser aplicado para garantir a integridade e proteger o princípio da não proliferação nuclear e, como consequência, a paz internacional.

Por sua vez, a China continuará com os intercâmbios e a cooperação que mantém com o Irã sem violar nenhum acordo internacional, afirmou o porta-voz chinês.

Pequim também se mostrou aberta a manter conversas com as partes para garantir a proteção e a implementação do pacto nuclear.

A decisão de Trump despertou incerteza na Europa e no Oriente Médio, pois complica a manuenção do acordo multilateral que impôs limites e inspeções ao programa atômico do Irã em troca da suspensão de sanções internacionais.

*Com informações na Agência EFE.

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