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Famílias de Coronel João Sá ainda não estão recebendo aluguel social

Um mês após o rompimento da barragem do povoado do Quati, em Pedro Alexandre, no nordeste da Bahia, as famílias desabrigadas de Coronel João Sá, cidade vizinha que mais foi atingida pelo incidente, ainda não estão recebendo o aluguel social, benefício concedido pelo Governo Federal. A informação foi dada pelo prefeito da cidade, Carlinhos Sobral, em entrevista ao programa Conexão Sociedade na manhã de hoje (12).

Segundo ele, o principal fator é o atraso no cadastro da documentação dos moradores, pois muitos deles ainda não o fizeram. “Demorou quase 20 dias para as pessoas pudessem localizar. Muitas não foram para abrigos, mas para casas de parentes, demoraram e começamos a fazer champanha em rádios e carros de som chamando a atenção para esse direito que as pessoas tinham. Por mais que achem que as coisas sejam fáceis, o governo precisa de toda essa documentação, como a lei manda. Não é só chegar e pedir, tem que ter todo o respaldo legal”, afirmou.

Sobral acrescentou ainda que o município tem mantido contato constante com a Secretaria Nacional de Defesa Civil, a fim de agilizar o processo de cadastro das famílias. De acordo com o prefeito, das 528 casas que foram vistoriadas pela Defesa Civil municipal, 130 estão sem condições de moradia. Conforme ele, na primeira semana após o acidente, a cidade recebeu R$ 260 mil em recursos federais para arcar com gastos de cesta básica, colchões, dormitórios e materiais de higiene pessoal e das casas, além de R$ 40 mil estaduais para os mesmos fins, algumas máquinas e carteiras para as escolas.

O chefe do executivo municipal de Coronel João Sá falou ainda sobre como tem sido o processo de normalização da rotina na cidade. “Ainda há máquinas nas estradas tentando dar acesso aos povoados que tiveram o acesso interrompido, além das estradas e pontes, porque muitas delas foram estragadas. Recuperamos os calçamentos e praças que afundaram, o muro das escolas que caíram e as carteiras delas foram substituídas. Também tem a assistência às pessoas nos abrigos e  estamos oferecendo cestas básicas às pessoas que voltaram para suas casas, que não foram condenadas”, acrescentou.

Perguntado se o município registrou surto de doenças nos primeiros dias após o rompimento, Sobral confirmou, mas considerou que, atualmente, a situação está normalizada.”Pessoas tiveram diarreia, vômito e, além disso, aumentou a proliferação de mosquitos. Porém, com o esforço conjunto de voluntários do Estado e nossas equipes, aumentamos a quantidade de vacinas. Na segunda semana, recebemos a Feira da Saúde e, hoje, entendemos que está normalizado”, finalizou.

Foto: Divulgação / Defesa Civil de Coronel João Sá

Ouça novamente a entrevista: