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Jungmann: morte de Marielle e Anderson pesa sobre imagem do Brasil

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou hoje (13) que o assassinato da vereadora Marielle Franco “pesa” sobre o Brasil e sobre a imagem do país no exterior. Segundo o ministro, as investigações iniciadas no mês passado para apurar possíveis interferências no inquérito conduzido pela Polícia Civil do Rio de Janeiro estão indo “muito bem”.

O ministro Raul Jungmann diz que gostaria de entregar resultados sobre o caso Marielle Franco antes de entregar o comando da pasta da Segurança

Jungmann disse, no entanto, que não tem nenhuma informação sobre os mandados de prisão e apreensão que estão sendo cumpridos hoje nas cidades do Rio de Janeiro e de Juiz de Fora, em Minas Gerais. “Não tenho o quê comentar porque desconheço toda e qualquer informação, dados, motivos, ordem judicial referentes a esse caso. Não tenho nenhuma relação com o que Polícia Federal vem desenvolvendo lá”, explicou.

“Esse caso Marielle pesa sobre nós, pesa sobre o Brasil, sobre a nossa imagem”, enfatizou o ministro, ao ser perguntado se gostaria de entregar ainda este ano, antes de deixar o comando da pasta, os resultados da investigação. No próximo governo, a pasta da Segurança vai ser novamente fundida ao Ministério da Justiça.

“O que aconteceu com Marielle, ainda que individualmente, foi um ataque à democracia, porque ela era uma representante de várias comunidades, do povo do Rio de Janeiro, e que tinha evidentemente uma luta em defesa desse mesmo povo. Isso é uma causa democrática. Então atingir Marielle foi também atingir a democracia. E isso, para mim é um valor absoluto. Por isso: sim, eu gostaria muito de poder apresentar resultados o mais breve possível, se possível também ainda durante a nossa gestão”, afirmou.

Jungmann disse que existem diferenças entre o inquérito instaurado logo após o assassinato de Marielle e do motorista Anderson Gomes e das investigações iniciadas com base em denúncias de envolvimento de uma organização criminosa na tentativa de impedir o esclarecimento dos fatos. A apuração dos mandantes e executores dos homicídios está sendo conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. Quanto à investigação federal, Jungmann destacou que a equipe reunida foi “da melhor qualidade” e está tendo um “progresso realmente sensível”.

“O que nós investigamos é um complô que eu chamei de aliança satânica entre a corrupção e o crime organizado no Rio. Esse complô, que quer evitar que se chegue até os executores e mandantes do caso Marielle, estamos investigando tem quase um mês até aqui. Este vai indo bem – o que eu posso dizer é que espero que, em breve, ter notícias, e notícias positivas, sobre o seu andamento […] e apresentar um resultado a toda a sociedade”, afirmou.

 

Fabio Rodrigues Pozzebom/Arquivo/Agência Brasil

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