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Debate ‘De Transs Pra Frente’ discute o crime contra mulheres e transexuais

O evento “De Transs Pra Frente” que ocorre mensalmente no Teatro Gregório de Mattos, em Salvador, irá abordar na próxima quarta-feira (22), de março, às 18h, a importância de debater sobre como “Feminicídio e Transmisoginia”, tema desta edição, são interligados e pautas fundamentais. O tema envolve questões-chave na discussão sobre as violências de gênero: o assassinato de mulheres cis e trans e o ódio às identidades trans e suas existências. O interessado em participar paga o quanto considerar necessário.

Nesta edição, o debate, mediado pela pesquisadora Viviane Vergueiro, contará com as ilustres presenças de Fran Demétrio, pesquisadora e professora doutora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Karla Zhand, ativista da Associação de Travestis e Transexuais em ação (ATRação); e Vilma Reis, socióloga e ouvidora-geral da Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA).

A noite será aberta pela performance “Emoldurada”, da artista Jenny Müller, que busca trazer na sonoridade e musicalidade a violência sofrida por pessoas trans e travestis e a negação de direitos a esta população; o encerramento contará com a apresentação do grupo TRANSbatucada, movimento político-percussivo voltado para o público trans e travesti e facilitado pelo músico Antenor Cardoso.

Números preocupantes

Segundo dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em 2016, o Brasil registra diariamente, pelo menos, 13 assassinatos de mulheres. Em 2014, o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) fez um balanço de 4.757 mortes por feminicídio, dado que coloca o país entre os mais altos índices mundiais de mortes nesta categoria.

A violência contra pessoas trans e travestis no país também traz números alarmantes. O Brasil é o líder mundial em assassinatos desta população, e a organização RedeTransBrasil estima que, somente até março de 2017, 30 delas foram assassinadas – sendo sete da região nordeste. O ódio contra pessoas trans e travestis, em nível internacional, é considerado como genocídio e se fortalece pela transmisoginia, ou seja, a aversão ao que é tido como feminino nas identidades trans (mulheres trans e travestis, homens trans e pessoas não-binárias).

 

Serviço:

O quê: Debate sobre feminicídio e transmisoginia + apresentações artísticas.

Onde: Teatro Gregório de Mattos, na Praça Castro Alves – Salvador, Ba.

Quando: 22/3, às 18h.

Quanto: Pague Quanto Puder.

 

Foto: Andréa Magnoni

 

 

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