Salvador
25°
nuvens quebrados
humidity: 69%
wind: 5m/s ESE
H 25 • L 23
Weather from OpenWeatherMap

BA está em 2º lugar na geração de energia limpa; audiência gera debate

A Comissão de Minas e Energia, Câmara dos Deputados realizam nesta quarta-feira (17), uma audiência pública, em Brasília, para destravar setor eólico e permitir que a Bahia lidere a geração de energia limpa no país. Serão discutidos os projetos em execução, as perspectivas de expansão e os entraves enfrentados para essa ampliação, o sistema de distribuição e  a construção das linhas de transmissão que hoje são o principal entrave no segmento.

Hoje a Bahia ocupa o segundo lugar do ranking nacional na geração de energia eólica e pode chegar ao primeiro colocado, assim que solucionar essas linhas de transmissão. Para se ter uma ideia, são 192 projetos comercializados nos leilões de energia realizados pela ANEEL, entretanto, quando adicionados os contratos privados, o número de empreendimentos chega a 238, com investimentos de R$ 21 bilhões.

Alguns estados têm enfrentado problemas nas linhas de transmissão o que atrasa o desenvolvimento do setor. “A Bahia, por exemplo, enfrentou, além da crise econômica, um atraso na construção da linha da Abengoa, que entrou em recuperação judicial, há quase 2 anos. Isso gera impactos diretos no país, visto que a linha é parte do sistema de escoamento da UHE de Belo Monte, e principalmente, na Bahia, cuja linha atravessa o estado de Leste a Oeste, sendo um tronco de escoamento de energia de parques eólicos e solares”, explica Paulo Guimarães, superintendente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

PROGRESSO NA ECONOMIA

Para 2017 está prevista a implantação de cinco novos empreendimentos como da Central Eólica Babilônica, em Morro do Chapéu, com investimentos de R$885 mi. Os parques eólicos são responsáveis pela injeção de milhões de reais anualmente nas economias dos municípios em que se instalam. Quem vai ao semiárido baiano nota uma transformação na paisagem e na realidade da vida do sertanejo, a exemplo dos municípios de Sento Sé, Caetité e Igaporã.

Cada megawatt gera cerca de 15 empregos em toda a cadeia produtiva. Na Bahia, 26 mil postos de trabalho já foram gerados e a previsão é de que sejam ampliados para 60 mil com a construção dos novos projetos.

Comentar

%d blogueiros gostam disto: