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Operação Bullish: Ex-presidente do BNDES se apresenta à PF

Alvo de condução coercitiva pela Polícia Federal (PF), o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Luciano Coutinho desembarcou nesta quarta-feira (17 no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Ele vai prestar depoimento à PF em meio às investigações da Operação Bullish, deflagrada na última sexta-feira (12).

Coutinho só poderá cumprir mandado no dia 22 de maio, pois estava no exterior. A Operação investiga fraudes e irregularidades em empréstimos concedidos pelo BNDES, através do BNDESPar, braço de participações do banco, ao frigorífico JBS.

Também há indícios de gestão temerária e fraudulenta por parte do banco, além de agentes públicos estarem envolvidos em esquemas de corrupção. Por ordem da 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, os passaportes de todos os investigados seriam apreendidos pela PF. Os aportes, realizados de 2007 a 2011, tinham como objetivo a aquisição de empresas do ramo de frigoríficos, no valor total de R$ 8,1 bilhões. A suspeita é que o BNDES tenha favorecido a JBS, da qual a BNDESPar detém 21%, como é citado, por exemplo, a compra de ações da JBS supostamente por preço superior à média na Bolsa de Valores — num desperdício de R$ 30 milhões — e o curto prazo para análise de operações financeiras por parte do banco.

Buscas

Foram feitas buscas nas casas de Joesley Batista, presidente do conselho de administração da JBS, de Wesley Batista, vice-presidente do conselho da empresa, e de Luciano Coutinho, ex-presidente do BNDES. O banco teria beneficiado o grupo com juros mais baixos e agilidade nos empréstimos como, por exemplo, para a compra do frigorífico Bertin. Segundo a PF, houve “mudança de percepção” do banco sobre o risco do aporte de capital do grupo.
A empresa de frigoríficos e Luciano Coutinho negaram as irregularidades. O BNDES informou que colaborava com as autoridades nas investigações.
Coutinho e Batista tinham sido alvos de mandados de condução coercitiva, que é quando alguém é levado a depor. Os dois, entretanto, estavam fora do país desde antes da deflagração da operação. O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal pediram a prisão de Joesley, mas a Justiça negou.

Foto: Divulgação|Fotos Públicas

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