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PMs serão ouvidos para investigação da morte de Ágatha Félix

Amanhã (22) a Delegacia de Homicídios da Capital do Rio de Janeiro, vai ouvir dois policiais militares que participaram da ação realizada no Complexo do Alemão, no momento em que um disparo matou a menina Ágatha Félix, de 8 anos. A Polícia Civil informou que as armas dos PMs serão recolhidas para confronto balístico.

Ágatha foi ferida com um tiro nas costas na noite de sexta-feira(20), quando estava dentro de uma kombi com o avô, na comunidade Fazendinha, no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio.

Moradores do complexo relataram através das redes sociais que o tiro teria sido disparado por militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), que atiraram contra ocupantes de uma motocicleta em fuga. A família da criança afirma que não havia confronto no momento do disparo.

A Polícia Civil já ouviu parentes da menina, o motorista da kombi em que ela estava e outras testemunhas. Também foi realizada perícia no veículo. Ao longo da semana, os investigadores devem fazer uma simulação do crime.

A Corregedoria da Polícia Militar abriu um processo  investigativo para averiguar  a atuação dos policiais envolvidos no caso.

Em nota, o governo do Rio diz que lamenta “profundamente” a morte da menina e que houve queda 21% no número de homicídios dolosos nos primeiros meses do ano.

Através de nota  o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro  lamenta profundamente a morte da menina Ágatha, é solidário à dor da família, e confia que os fatos serão completamente esclarecidos pelas autoridades do Rio de Janeiro. “O governo federal tem trabalhado duro para reduzir a violência e as mortes no País, e para que fatos dessa espécie não se repitam.”

Movimentos sociais de favelas do Rio de Janeiro e a organização não governamental Justiça Global a denunciarem o governador Wilson Witzel e o Estado Brasileiro ao Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para Direitos Humanos. A denúncia afirma que a “morte de Ágatha é consequência direta da política de abate imposta pelo governador às favelas do Rio”.