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Familiares de vítimas ainda vivem luto um mês após tragédia com lancha

resgate bebê

Era 06h30 da manhã do dia 24 de agosto de 2017 quando a lancha cavalo marinho I, deixava o Terminal de Vera Cruz com destino a Salvador, em mais um dia de viagem, aparentemente, cotidiana. Só que 10 minutos após a saída, a embarcação virou com 120 pessoas a bordo e a travessia terminou em uma tragédia que comoveu o país. Dezenove pessoas morreram e uma continua desaparecida.

Há um mês do acidente, completado neste domingo (24), às margens da praia de Mar Grande, de onde partiu a embarcação, a população ribeirinha à baía ainda caminha em silêncio. O luto, que por decisão da prefeitura local teve duração de três dias, não tem fim para quem perdeu familiares e amigos.

Familiares das vítimas afirmam que a empresa CL Transporte, responsável pela embarcação não tem prestado auxílio devido. Já a empresa disse que um mês após o acidente continua prestando atendimento social para as vítimas e familiares. Em nota, a empresa contou que “desde o momento do ocorrido se responsabilizou pelos serviços funerários – seja diretamente ou por reembolso posterior de valores –, deu auxílio logístico para as equipes de busca do Corpo de Bombeiros e colocou à disposição uma equipe de assistentes sociais e psicólogos para atendimento em Mar Grande”.

A CL Transporte ainda disse que já realizou mais de 80 atendimentos, o que atingiu cerca de 50 sobreviventes do acidente, envolvendo desde acompanhamento médico, consultas psicológicas, visitas domiciliares, distribuição de medicamentos, encaminhamento para unidades de saúdes e clínicas, até o cadastramento de necessidades específicas de cada caso, seja a respeito de objetos perdidos ou de questões de natureza pessoal.

No dia 20 de setembro, a Justiça acatou pedido feito pela Defensoria Pública da Bahia (DPE-BA) e determinou, por meio de liminar, o bloqueio dos bens da CL Transporte. O órgão pediu o bloqueio de bens da empresa e de um sócio dela, a fim de garantir a disponibilidade financeira para pagamento de futuras indenizações às vítimas. A liminar foi assinada pelo juiz Maurício Lima de Oliveira, da 16ª Vara de Relações de Consumo.

A renda bloqueada será depositada em uma conta judicial, a ser aberta especialmente para o fim de constituir capital para suportar as despesas com o pagamento de indenizações. Sobre a determinação, a CL disse que não comenta decisão judicial.
Investigações

As causas do naufrágio devem ser divulgadas após a conclusão do inquérito aberto pela Capitania dos Portos em um prazo de 90 dias, contados desde o acidente. A Polícia Civil também apura o caso. As investigações ainda não foram concluídas.

 

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