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Lei Maria da Penha não é branda, ressalta major Denice

Criada em 2006 para combater e punir de forma mais severa a violência contra a mulher, a Lei Maria da Penha não é branda, avalia a major Denice Santiago, comandante da ronda da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) que acompanha mulheres vítimas de violência doméstica.

“O grande problema é entender que ela não é uma lei meramente punitiva, combativa, reativa. É a terceira mais completa do mundo, perdendo para o Canadá e o Chile na legislação para salvaguarda dos direitos da mulher em situação de violência doméstica”, avaliou, em entrevista ao programa Conexão Sociedade.

Segundo a major, embora a legislação seja fundamental para punir os agressores, o combate começa através da educação escolar primária, desde a infância. “É dizer que precisamos transversalizar este tema nas escolas, prevendo gerações futuras que não atuarão mais assim. É prever que precisamos de um centro de reeducação e recondução social e ressiginficação cultural, visualizando que um homem, após ser punido, não se torne novamente agressor”, opinou.

Além disso, na avaliação da comandante, é preciso modificar a maneira como se trata o agressor, ainda mais quando há laços afetivos envolvidos. “Olhamos e queremos ver o pai de família, o amigo, o vizinho, o marido tão dedicado, mas precisamos entender que para aquela pessoa que achávamos ser normal, o adjetivo que devemos lhe dar é o de criminoso. A lei não é branda. Nós é que, ainda, como sociedade, autorizamos esta violência”, frisou.

Foto: Gênesis Freitas / Rádio Sociedade

    
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