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Assessor de Temer pede demissão após ser citado em delação

Foto: Reprodução Internet

O assessor do presidente da República Michel Temer, José Yunes, entregou o cargo na manhã desta quarta-feira (14), uma semana após ser citado no acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato pelo ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, como intermediário de propina. O anúncio da demissão foi feito pela Secretaria de Imprensa da presidência. Em carta enviada ao presidente Temer, Yunes afirma que “para preservar minha dignidade e manter acesa a chama cívica que me faz acreditar nos imensos potenciais de meu país declino, Senhor Presidente, do honroso cargo de assessor da Presidência sem, porém, abdicar da admiração e da amizade que nos une desde os heroicos tempos nas Arcadas do Largo de São Francisco”, disse Yunes.

De acordo com Cláudio Melo Filho, um dos 77 executivos da empreiteira que assinaram acordo de delação premiada com o Ministério Público federal (MPF), o presidente Michel Temer pediu, em 2014, R$ 10 milhões a Marcelo Odebrecht para a campanha eleitoral e um dos endereços para entrega de parte do dinheiro foi o escritório de advocacia de Yunes, em São Paulo. O ex-assessor da presidência nega ter recebido qualquer valor da empreiteira e afirma não conhecer Melo Filho.

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