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Marcelo Odebrecht depõe por dez horas após acordo de delação

O ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, que está preso na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, começou na segunda-feira (12) a prestar depoimento aos procuradores do Ministério Público Federal (MPF) após a assinatura do acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato. Marcelo falou por mais de três horas.

Na manhã desta terça-feira (13) ele prestou depoimento pela segunda vez, na sede da PF, em Curitiba. Durante o seu segundo depoimento na delação premiada, Marcelo Odebrecht confirmou à Lava Jato o pagamento de R$ 10 milhões ao PMDB, a pedido do presidente Michel Temer. A afirmação já havia sido feita pelo ex-diretor da empreiteira, Cláudio Melo Filho. Segundo Marcelo, o dinheiro foi solicitado durante jantar no Palácio do Jaburu, em maio de 2014, com a presença de Temer, então vice-presidente, e do hoje ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Marcelo foi considerado mandante de pagamentos de R$ 108 milhões e US$ 35 milhões em propina a agentes da Petrobras. O ex-presidente da empreiteira é um dos 77 executivos que firmaram acordo com o MPF. Todos eles ainda prestarão depoimentos a procuradores da República. Se homologados pela Justiça, os acordos de delação premiada vão prever, em troca da colaboração, benefícios para os acusados, como redução da pena de prisão.

As delações da Odebrecht já começaram a repercutir em Brasília e atingiram a cúpula do governo e do PMDB. Na pré-delação, o ex-vice-presidente da empresa Cláudio Melo Filho afirmou que, em 2014, o presidente Michel Temer pediu R$ 10 milhões ao empreiteiro Marcelo Odebrecht para campanhas eleitorais do PMDB, durante encontro no Palácio do Jaburu.

A assessoria da Presidência divulgou nota na última sexta-feira (9) na qual informou que Temer “repudia com veemência” essa informação. Também foram divulgados por Melo Filho os nomes de 51 políticos de 11 partidos diferentes que receberam doações da empreiteira. O executivo era o responsável pelo relacionamento da empresa com o Congresso Nacional e trabalhava na Odebrecht há 27 anos, sendo 12 deles em Brasília.

Outros delatores já citaram doações irregulares à campanha do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ao ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab, ao secretário do Programa de Parceria de Investimentos, Moreira Franco (PMDB); e ao ex-presidente da Câmara, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB)

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