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“A reeleição de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre permitiria a legitimação da centro-direita”, diz presidente nacional do PSOL

Na Live do Conexão Sociedade, que aconteceu nesta segunda-feira (7) O Presidente Nacional do PSOL, Juliano Medeiros afirmou que Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia, Ambos do Democratas e respectivamente presidentes do Senado e do Congresso Nacional, não tem nada de oposição e que a tentativa de reeleição de ambos, barrada pelo STF, permitiria a legitimação da centro-direita como interlocutor da sociedade com o governo.

“Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia, que são do Democratas, partido que vota 88% dos projetos junto com Jair Bolsonaro, não tem nada de oposição. A reeleição de Rodrigo Maia e do Davi Alcolumbre de alguma forma permitiria a legitimação da centro-direita como interlocutor da sociedade com o governo, e isso não é correto, não é bom para o Brasil que o setor que decida se um projeto do governo passa ou não passa, se um projeto do Bolsonaro entra ou não entra em pauta, seja um setor que vota a imensa maioria dos projetos junto com o governo, isso não é bom para sociedade”, disse.

“Não quero dizer que um governo não deve buscar maioria no congresso para aprovar seus projetos, é claro que tem, no governo do PSOL, em Belém por exemplo, onde iremos governar, vamos buscar maioria, mas ter como fator decisivo para aprovação ou mesmo para que seja submetido ao congresso nacional projetos do governo federal um setor que barganhe o tempo todo, a gente faz com que a decisão seja determinada não pelos interesses da sociedade brasileira, pelas necessidades de enfrentamento da crise sanitária, econômica e social que vivemos mas pelas negociatas que o “centrão” estabelece.”, completou.

Ainda de acordo com Juliano é necessário um bloco de partidos e de setores sociais, que apresente uma saída da crise que o país vive, e criticou a emenda constitucional que proíbe o governo de ampliar os investimentos em saúde e educação por 20 anos, onde ele afirma que nomes como o de João Doria, Luciano Huck e ACM Neto que foram “fiadores” de tal proposta, jamais teriam coragem de revoga-la.

“Eu sei que o centrão está dividido, uma parte já está no governo Bolsonaro, não é o caso do DEM, que ainda não entrou no governo, mas tem várias pessoas ligadas ao DEM no governo, Mandetta que foi ministro da saúde do Bolsonaro é do DEM, Onyx Lorenzoni, que foi ministro da cidadania é do Democratas é do DEM, oe nenhum deles foi expulso pela direção do partido. Então dizer que o DEM é um partido que tem condições de ser alternativa ao bolsonarismo, a extrema direita no Brasil, me parece muito falsa essa afirmação”, Afirmou Juliano Medeiros.

“O que precisamos para 2021, 2022, para os próximos anos é de um bloco de partidos e de setores sociais, que apresente uma saída da crise que o país vive, o Brasil hoje tem 14,5 milhões de desempregados, os serviços públicos estão totalmente subfinanciados, só o SUS perdeu R$ 12 bilhões, que fizeram muita falta para salvar vidas, por conta daquela maldita emenda constitucional do teto de gastos, que proíbe o governo de ampliar os investimentos em saúde e educação por 20 anos, isso é uma medida criminosa e deve ser revogada imediatamente, mas alguém acha que Doria, Luciano Huck, ACM Neto, que foram fiadores dessa emenda vão ter coragem de revoga-la? É claro que não”, disparou.