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Entrevistas SAÚDE

“A repartição de orçamento para o SUS é feita de forma injusta”, diz presidente do CREMEBA/BA

O Brasil é o único entre os sete países com mais de 200 milhões de habitantes que possui serviço de saúde integral e gratuito. Isso faz do sus o maior sistema público do mundo, sendo responsável por 45 mil equipes de saúde da família que atuam em 40 mil Unidades Básicas de saúde e tendo 4,7 mil hospitais públicos ou conveniados com 32 mil leitos de UTI.

Na manhã desta segunda-feira (25), a Rádio Sociedade entrevistou o médico otorrinolaringologista e presidente do CREMEB (Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia), Otávio Marambaia, que destacou a importância desse serviço em meio a pandemia da COVID-19.

Dentre os pontos principais, Otávio citou a vacinação como grande feito do SUS.

“Esse sistema (de vacinação) foi todo criado pelo SUS. É como se tivesse toda a estrutura formada e bastasse apenas colocar o equipamento. Por quê nós tivemos dificuldades para vacinar? Porque não tinha lugar? Não, foi porque faltou vacina, que é responsabilidade do governo federal. […] Graças ao SUS, a população acredita na vacinação.”

Segundo o especialista, o único problema do SUS é não ter um orçamento próprio, fato que dificulta significativamente o funcionamento do sistema. Nesse sentido, a solução estaria em centralizar os investimentos nos munícipios.

“Ninguém é atendido no estado ou no país, as pessoas são atendidas nas cidades. Justamente por falta dessa centralização, nós padecemos de problemas. Nos municípios em que o prefeito resolve fazer investimentos são melhores, outros preferem tanger os pacientes para outros municípios para não comprometer seu orçamento […]”

Além disso, Otávio também fez críticas à distribuição desse orçamento.

“Essa repartição não tem sido igualitária, não tem sido honesta, justa nem inteligente. Mas o sistema é viável. Ele deveria ter uma organização melhor, um investimento maior.”

De uma maneira geral, o médico define que o maior problema do SUS perpassa pela gestão e pela falta de profissionalização.

“É preciso profissionalizar a gestão […] O Brasil precisa acabar com essa coisa de que qualquer um pode fazer qualquer coisa. Nós temos que profissionalizar. Se isso acontecesse, haveria continuidade, que infelizmente é o que não há na gestão pública de saúde.”

Foto: Reprodução

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