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“A tarifa não remunera mais o sistema”, avalia Bruno Reis sobre a crise no transporte público

Setor afetado pela crise econômica causada pela pandemia de Covid-19, o transporte público do Brasil vem sofrendo com grandes problemas.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), pelo menos 41 paralisações de funcionários do seguimento foram registradas no país neste ano.

Em entrevista à Rádio Sociedade, na manhã desta terça-feira (26), o prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), avaliou a situação dos transportes na capital baiana.  

“Hoje a crise do sistema é em todo Brasil. Ontem (25) mais uma vez, aumentou o óleo diesel, só esse ano, aumentou 69%. Não há como repassar isso para o usuário, a tarifa não remunera o sistema, ou o governo federal vai subsidiar, para poder resolver esse problema, ou, infelizmente, serão empresas quebrando e funcionários sendo demitidos”, pontuou o prefeito.

Impasse com a CSN

Assunto bastante debatido nos últimos meses, o acordo entre a gestão municipal e a antiga Concessionária Salvador Norte (CSN), também foi abordado durante a entrevista. Conforme Reis, após o acordo, não há mais nada a ser feito pelo órgão.

“O que podia ser feito pela prefeitura, já aconteceu. Lá atrás, reconhecemos créditos da CSN, com o objetivo específico de indenizar os trabalhadores e pagamos. Somos mediadores de um acordo que foi feito entre sindicato e empresários. Neste caso, específico, as indenizações foram pagas com imóveis, terrenos, que precisam ser vendidos, para que os trabalhadores sejam indenizados”, afirmou.   

Fazendo um apelo aos rodoviários, Bruno Reis pediu que responsabilidade com a cidade durante nos protestos. “Não travem as vias, isso penaliza o passageiro, compromete ainda mais o sistema e, na prática, pode comprovar o fechamento de mais empresas e demissões“.

Responsável por cortar a cidade, trafegando entre as estações Mussurunga e a Lapa, a CSN, empresa que faz parte do consórcio Integra Salvador, teve o contrato rompido com a prefeitura, em março deste ano, após a constatação de irregularidades no acordo.

Reconhecendo os esforços do prefeito, o presidente do sindicato dos rodoviários, Hélio Ferreira, solicitou, também em entrevista  à Rádio Sociedade, na manhã desta terça-feira (26), um apoio maior em relação à venda dos terrenos acordados na resolução do problema.

“Estamos há quase 30 dias sem uma solução direta para esses trabalhadores, que eram da CSN e estavam no Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) pela prefeitura. Estas pessoas estão sem plano de saúde, que é responsabilidade da prefeitura. Precisamos do apoio do prefeito na venda dos terrenos, as empresas precisam acelerar o processo e a prefeitura tem a obrigação de manter os planos de saúde dos profissionais que foram exonerados”, declarou.

Foto: Max Haack/Secom/PMS

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