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“Acho que o presidente vai ficar no meio-termo”, avalia Márcio Marinho sobre fundão eleitoral

Criado em 2017 após o Supremo Tribunal Federal (STF) proibir doações privadas, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), popularmente conhecido como fundão eleitoral, entrou em evidência nas últimas semanas.

Aprovado pelo Congresso Nacional no dia 15 de julho, no valor de R$ 5,7 bilhões, após ser incluído no texto do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o orçamento destinado ao custeio de campanhas políticas se tornou alvo de críticas por parte da população por conta do seu valor.

Deputado Federal pelo Republicanos-BA, Márcio Marinho foi um dos parlamentares a votar a favor da medida, que acabou barrada parcialmente pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), na última sexta-feira (20).

Em entrevista à Rádio Sociedade, na manhã desta segunda-feira (23), Marinho avaliou a votação, ressaltando os custos para se manter uma campanha eleitoral em meio às dificuldades impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“O (TSE) colocou limite de gastos para cada município, a depender da sua população. Tem município que impõe uma tolerância de até R$ 150 mil por mês para um prefeito, mas quando você vê o na rua, está na cara que o camarada está gastando mais de R$ 3, 4 milhões”, pontua.

Segundo o parlamentar, apesar da aprovação inicial, estava nítido que o presidente (Jair Bolsonaro) não iria concordar com um orçamento de R$ 5,7 bilhões.

“Sempre que você iniciar uma negociação por um produto, você precisa iniciar um debate, para pelo menos ficar no meio-termo. E eu acho que o presidente vai ficar no meio-termo. Não vai ser R$ 5,7 bilhões, mas também não pode ser R$ 2 (bilhões)”, revela.

Democracia é cara

Entendendo os questionamentos públicos em relação a medida , o gestor pondera que uma eleição para ser feita em seu pleno exercício é considerada cara.

“Ano que vem teremos eleições para presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. A sociedade bateu, e ela está na razão dela, porém, a democracia é cara, e se não pode ter um recurso privado, precisa ter o recurso público”, explica. 

Não recebi recursos

Negando ter recebido recursos para votar a favor do aumento, o deputado federal ressaltou que valores aprovados são direcionados a prefeituras do estado, e que a votação foi realizada visando eleições tranquilas.

Foto: Socorro Araújo/ Assessoria Márcio Marinho

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