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ACM Neto comenta fusão do DEM e PSL: “Caminho não é estar ao lado de Bolsonaro”

O presidente nacional do DEM e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, comentou sobre a fusão entre o Democratas e o PSL, batizada de União Brasil. A nova legenda já nasce com a maior bancada na Câmara, contando com 54 deputados do PSL e 28 do DEM. Apesar da proximidade de parlamentares do PSL ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Neto garantiu que o “caminho não é estar ao lado do presidente da República”. As declarações foram dadas em entrevista ao portal UOL.

“Nosso caminho é ter um projeto próprio de candidato à Presidência. Esse partido não nasce debaixo das asas de governo e não há nenhum interesse de estar fazendo jogo com perspectiva de negociar o que quer que seja com o governo”, explicou.

O político ainda afirmou que os deputados e senadores do União Brasil que sejam contra o direcionamento do novo partido poderão deixar a legenda. Inclusive, ele mesmo crê que existe uma grande chance de parlamentares do PSL saírem da sigla por serem grandes aliados de Bolsonaro, seguindo, mais tarde, o partido que o presidente se filiar. “Não vamos fazer esforço para segurar ninguém”, ele declarou.

ACM Neto, no entanto, acredita que simpatizantes do chefe do Executivo, como o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), seguirão no União do Brasil. Nos bastidores da política, inclusive, o nome de Pacheco é cogitado como presidenciável do PSD nas eleições de 2022.

“Confio que ele permanecerá nos quadros do partido, agora do União Brasil. Primeiro porque não há motivos para ele sair. Ele sempre foi muito prestigiado, sempre teve todo o apoio nosso, inclusive na eleição do Senado. A direção partidária priorizou a escolha dele para ser presidente do Senado. E se não fosse o suporte do Democratas, talvez o desfecho (da eleição) tivesse sido outro”, declarou Neto.

Para representante do União Brasil nas eleições do ano que vem, além de Rodrigo Pacheco, o ex-prefeito de Salvador citou o apresentador José Luiz Datena (PSL), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM). “A gente ainda tem tempo e espaço para amadurecer os nomes de pré-candidatos à presidente da República, de maneira que possamos chegar no ano que vem e afunilar para um só nome que seja o nome do União Brasil, que represente o nosso projeto”, afirmou ACM Neto.

Citando possíveis presidenciáveis do União Brasil, Neto lembra de Ciro Gomes (PDT). “Não retiraria Ciro Gomes e o PDT desse diálogo. Apesar de não concordar com tudo que é o pensamento de Ciro, acho que é uma pessoa que tem espírito público e quer ajudar a construir um ambiente melhor para a política brasileira.”

Foto: Reprodução/YouTube/UOL

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