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“Se tiver oportunidade de ser governador, eu vou chamar o problema da segurança pública pra mim”, dispara ACM Neto

O ex-prefeito de Salvador, secretário geral do partido União Brasil e pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto, participou do Sociedade Entrevista na manhã desta terça-feira (02), sob o comando dos apresentadores Silvana Oliveira e Pedro Sento Sé, para falar sobre as eleições 2022, a formação da chapa majoritária, entre outros assuntos.

Durante a entrevista o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, afirmou ser contra sobre o projeto que muda as bases do comando da polícia, que propõe uma lista tríplice que seja apresentado aos governadores para escolher um comandante que terá um mandato de dois anos e terá também autonomia orçamentária.

“Eu sou contra. Eu acho que a função do comandante geral, ela tem que ser de livre escolha do governador. O governador precisa assumir a responsabilidade pelo resultado do trabalho da segurança pública. Esse tipo de projeto só tem espaço para ser debatido no congresso nacional, exatamente porque hoje, muitos governos estaduais acabam perdendo a guerra para a violência e para a criminalidade. O maior exemplo está aqui na Bahia. Somos campeões nacionais no número de homicídios há muitos anos”, disparou Neto.

O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (UB), além de destacar a violência na Bahia e na capital do estado, falou sobre a morte de uma criança de 15 anos, na manhã desta terça-feira, no Campo Grande, em Salvador. A jovem que estava a caminho da escola, foi morta com um tiro no peito. Neto se solidarizou com a família da vítima.

“Hoje pela manhã, a caminho da Rádio Sociedade, pelo celular, através da internet, vi a triste notícia do assassinato de uma jovem de quinze anos, que estava sendo levada para a escola por sua mãe, acompanhada de sua irmã, de doze anos de idade, aqui no Campo Grande, em frente ao Palácio da Aclamação. Então, eu queria primeiramente prestar a minha solidariedade a essa família. Dizer da tristeza de ver uma criança, eu sou pai, eu tenho uma filha de 15 anos. Eu fico imaginando a dor e o sofrimento dessa família. Nunca mais, não há nada nessa vida, que possa reparar a perda que essa família teve agora pela manhã, com a morte de uma criança de quinze anos, no Campo Grande, assassinada com um tiro no peito. Essa realidade infelizmente está se repetindo em todo o nosso estado, na capital e no interior”, disse.

O pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (UB), destacou que a maior vítima de violência na Bahia é o jovem negro, pobre e da periferia, que mora em cidades pequenas ou na zona rural.

“E a maior vítima da violência na Bahia é o jovem, principalmente o jovem negro, o jovem pobre, que mora na periferia, que mora nas menores cidades, na zona rural, aí estão as principais vítimas da violência na Bahia, e é claro, também aqui em Salvador”, pontuou.

Ainda de acordo com Neto, a forma de resolver os problemas relacionados a violência não é aprovando esse tipo de projeto no Congresso Nacional, que retira do governador o poder de escolha do comandante geral.

“A maneira de reagir a isso, não é aprovando esse tipo de projeto no Congresso Nacional, que retira do governador o poder de escolha do comandante geral, ao contrário, é o cidadão cobrando do governador por respostas e providências”, afirmou.

Neto disse ainda que não é de transferir responsabilidade, de procurar culpados e desculpas, e nem de terceirizar tarefas que são próprias das funções que exerce, e que demostrou isso durante a sua gestão como prefeito de Salvador. Ele ainda afirmou que se tiver a oportunidade de governar a Bahia, que vai chamar o problema da segurança pública para ele.

“Eu costumo dizer, que quem me conhece sabe como é que eu atuo. Não sou de transferir responsabilidade, não sou de procurar culpados e desculpas, não sou de terceirizar tarefas que são próprias das funções que exerço, assim demonstrei no meu trabalho de oito anos como prefeito de Salvador. E se tiver oportunidade de ser governador, eu vou chamar o problema da segurança pública pra mim”, afirmou Neto.

Foto: Anderson de Almeida / Rádio Sociedade

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