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Acusado de assédio, Rogério Caboclo pagará para que caso seja “esquecido”

Presidente afastado da CBF, Rogério Caboclo, firmou que um acordo de sanção penal antecipada com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e irá pagar 100 salários mínimos, o equivalente a R$ 110 mil. Ou seja, ele realizará um pagamento para dar um fim no processo que apurava denúncias de assédios moral e sexual contra uma funcionário da entidade, encerrando o caso na esfera criminal, mas não agindo sobre eventuais outros processos. As informações são do jornal Estadão.

Conforme o acordo, que foi proposto pela promotoria de Justiça junto ao 9º Juizado Especial Criminal da Capital (Barra da Tijuca), a sanção penal antecipada, conhecida como transação penal, determina que os 100 salários mínimos serão divididos em favor do Projeto Patrulha Maria da Penha (40 salários), Suípa (30 salários) e Secretaria Municipal de Proteção aos Animais (30 salários).

A Patrulha Maria da Penha tem vínculo com a Polícia Militar do Rio de Janeiro e tem ações que focam na proteção, monitoramento e acompanhamento de mulheres que receberam da Justiça as Medidas Protetivas de Urgência. Já a Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suípa) é uma entidade sem fins lucrativos voltada à assistência aos animais. O montante pago não será em dinheiro, mas em produtos, como celulares ou alimentos para cães e gatos.

Conforme o MPRJ, quando a pena for cumprida e comprovada documentalmente a entrega dos objetos, “será declarada extinta a punibilidade no processo criminal”.

A assessoria de Rogério Caboclo informou que não irá se manifestar sobre o acordo “por se tratar de procedimento sigiloso”. O dirigente afastado sempre negou as acusações de assédio.

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

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