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Anestesia: Entenda como funciona este procedimento médico

Durante entrevista realizada na manhã desta quinta-feira (1º), no Balanço Geral, o anestesiologista Fabrício Tobias, esclareceu algumas curiosidades de como funciona o processo da anestesia durante uma cirurgia.

Este procedimento médico tem como objetivo bloquear de forma temporária a capacidade do cérebro de reconhecer um estímulo doloroso. Ela pode variar de acordo com o tipo de cirurgia e pode ter ação local, regional ou geral.

Segundo Tobias, esta especialidade vem evoluído de forma interessante nos últimos 20 anos. Com o progresso, foram criadas novas drogas, novos aparelhos anestésicos, novos monitores multiparamétricos e cursos de reciclagem.

 “O anestesiologista sabe que fez um bom trabalho quando não há menção ao seu nome. Então, o paciente vem pra cirurgia, é anestesiado de forma satisfatória, volta pro seu lar e não lembra”, disse ele.

Com relação aos mitos, ele diz que entre os pacientes, cerca de 90% possuem medo da anestesia, mas garante que não é preciso criar pânico.

“Eu procuro conversar, esclarecer. A população leiga fala muito, por não ter esse acesso à nossa especialidade, cria. Isso é natural (…) É importante que a população saiba que a anestesia é segura. É uma ciência médica bem evoluída”, ressalta.

Por não possuir um contato anterior com o paciente, o anestesiologista destacou que poucos casos deixam sequelas. Mas, de acordo com ele, é necessário a realização de uma consulta pré-anestésica para evitar problemas durante a cirurgia.

“O paciente confortavelmente é colocado um pouco sedado antes e muitas vezes nem lembram. São bloqueios seguros feitos na técnica correta.  O índice de sequela é mínimo, raríssimo. Eu faço anestesia há mais de 25 anos e nunca vi uma sequela”, disse.

Quando questionado sobre a possibilidade de casos onde pacientes continuam acordados e lúcido do que está acontecendo, ele esclarece que isso era muito comum no passado, principalmente em pacientes em estado grave e hoje em dia, acontece em casos isolados.

“Não é mito, mas é um fato muito raro. É bem difícil de acontecer, ainda mais agora nesta atualidade, com a modernização da monitorização cerebral (de consciência), eu diria que é quase nula a possibilidade”, finalizou.

Foto: Cerejas/Shutterstock

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