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“As periferias já são reféns há muito tempo”, afirma especialista sobre invasões

Estratégia adotada com frequência por suspeitos nos últimos dias, as invasões de casas durante fugas da polícia entraram em evidência em Salvador. Somente em setembro, foram registrados oito casos do tipo em diferentes locais da capital baiana.

Baseada na realização de gravações com as vítimas, com exigências, como a presença de profissionais da imprensa, familiares, advogados e condições favoráveis para a rendição, a prática trouxe um alerta aos órgãos de segurança pública do estado.

Para o especialista em segurança e coronel da reserva da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), Jorge Melo, em entrevista ao Balanço Geral, na manhã desta terça-feira (29), “o problema agora está visível”.

“Na realidade, a percepção que eu tenho é que os moradores da periferia já são reféns há muito tempo dessas quadrilhas. O que está acontecendo é que isso agora está ficando mais visível, por conta das estratégias utilizadas por esses grupos armados, visando evitar o confronto com as forças policiais”, explica.

Defendendo a frequência nas ações da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), para Melo, um dos problemas no combate e esse tipo de violência é a dificuldade do entendimento e adoção de medidas contra as organizações criminosas.

O coronel da reserva também ressaltou que o crime de cárcere privado com grave ameaça a reféns é uma tentativa das facções de queda de braço com a Segurança Pública, já que essas ações provocam um desgaste político da imagem do governo. O objetivo do crime organizado seria forçar, pela pressão popular, a redução das incursões por parte das polícias.

Questionado sobre a descriminalização das drogas como alternativa para inibir o crescimento dos casos, o especialista declarou que esse é um debate que em algum momento teremos que fazer.

Comparando com a situação do tabaco, produto processado através das plantas fumo e matéria-prima para a produção do cigarro, o coronel ressaltou os problemas do processo.

“Acho que é um debate que inevitavelmente devemos ter, estudar. O fato de você legalizar uma droga, não garante que essas organizações, que hoje atuam nesse ramo, não migrem para outras atividades criminosas. Até por quê o tabaco é uma droga lícita, mas existe o contrabando do cigarro”, pontua.   

Ainda conforme o coordenador do curso de direito da Estácio-BA, a principal intenção é diminuir as guerras por territórios entre as facções, pelo chamado processo de sedentarizarão do narcotráfico.

Foto: Reprodução 

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