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BA: Três homens são presos em operação contra abusos praticados na internet contra crianças

Três pessoas foram presas na Bahia em operação deflagrada na manhã desta quarta-feira (9). A Operação Luz na Infância, que já está na oitava fase, é realizada em 18 estados brasileiros e outros cinco países e tem como objetivo combater o abuso e a exploração sexual praticados na internet contra crianças e adolescentes. No total, são cumpridos 176 mandados de busca e apreensão.

Na Bahia, os mandados foram cumpridos por equipes da Polícia Civil em Salvador, Alagoinhas e Santo Antônio de Jesus. Durante as buscas, foram apreendidas dezenas de equipamentos de informática e arquivamento de dados como notebooks, CPUs, HDs, pendrives e celulares. Todo o material deve ser levado para o Departamento de Polícia Técnica.

Um dos presos tem 60 anos e foi capturado no bairro do Bonfim, em Salvador. Já em Santo Antônio de Jesus, um homem de 32 anos, que já trabalhou com manutenção de computadores, foi flagrado. De acordo com o coordenador da 4ª Coordenadoria Regional do Interior (Coorpin), delegado Joaquim Souza, o suspeito havia realizado downloads com material pornográfico recentemente.

Em Alagoinhas, um técnico de informática de 43 anos também foi localizado e, assim como os outros dois suspeitos, levado à sede das Coordenadorias. Vídeos com conteúdo criminoso foram encontrados em aparelhos que estavam no endereço dele.

Os três suspeitos foram autuados no artigo 241-B, do Estatuto da Criança e do Adolescente, que versa sobre adquirir ou armazenar, por meio de fotografia, vídeo ou outra forma de registro, cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente. Eles serão apresentados na audiência de custódia da Justiça.

A operação foi deflagrada em SP, RJ, PA, ES, RO, MT, PR, CE, GO, MS, SC, RN, AL, PI, MA, AM, RS e nos países Argentina, Estados Unidos, Paraguai, Panamá e Equador.

As penalidades para os crimes investigados variam de 1 a 8 anos de prisão. Quem armazena material de pornografia infantil pode cumprir pena de 1 a 4 anos de reclusão. Já para quem compartilha, a pena prevista é de 3 a 6 anos. A punição para quem produz esse tipo de material é de 4 a 8 anos de prisão.

Foto: Divulgação/Polícia Civil

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