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Baiano desenvolve marcador que identifica combustíveis adulterados

Com a alta do preço dos combustíveis causada pela crise econômica, alta do dólar e cenário internacional, saber que o carro que dirige está recebendo uma gasolina de origem confiável é essencial.

A adulteração desses componentes não é um problema apenas do Brasil. Apesar dos esforços feitos para driblar esse tipo de comportamento, ainda há muitos relatos de motoristas que são lesados ao abastecer o seu carro em algum posto.

Em entrevista à Rádio Sociedade da Bahia nesta segunda-feira (04), o doutor em química pela universidade federal da Bahia (UFBA), Edvaldo Queiroz, explicou como desenvolveu uma técnica que pode identificar possíveis adulterações na gasolina, álcool elítico e diesel. 

Segundo Edvaldo Queiroz, a ideia começou como um projeto de doutorado, onde um grupo do professor Silvio Cunha, do Departamento de Química Orgânica da UFBA, desenvolveu moléculas a partir do conhecimento de moléculas naturais, sintetizaram e fizeram uma rota de síntese dessas moléculas, onde as mesmas possuem características de florescência.

“Primeiro, o projeto começou como um projeto de doutorado, um grupo do professor Silvio Cunha, do Departamento de Química Orgânica desenvolveu moléculas, a partir do conhecimento de moléculas naturais. Ele sintetizou, fez uma rota de síntese dessas moléculas e essas moléculas tem características de florescência. E como eu estava iniciando o doutorado, na verdade antes de fazer o teste de doutorado com o professor Leonardo Teixeira do grupo de química da UFBA, ouve a conversa entre dois professores comigo, e a proposta de utilizar essas moléculas como marcadores de combustíveis, porque a gente já sabia que moléculas florescentes poderiam ser usadas como marcadores de combustíveis”, explicou o doutor Edvaldo Queiroz.

Quando perguntado se a técnica do marcador de combustível serve para identificar adulterações em qualquer tipo de combustível, Edvaldo Queiroz, afirmou que a ideia que eles criaram foi exatamente para os três tipos, gasolina, álcool e diesel.

“A ideia de marcador de combustível, ela já é antiga, desde de 1920, nos Estados Unidos, já se utiliza marcadores, principalmente para a gasolina, como um combustível, vamos dizer assim, mais marcado. A nossa ideia é utilizar marcadores tanto na gasolina como no diesel e como no álcool”, afirmou Queiroz.

Segundo Queiroz, o feito em termo de adulteração de lucro negativo e criminoso seria mais efetivo na gasolina, pelo fato de ser um combustível mais caro. Já em relação a como perceber se o combustível foi adulterado, Edvaldo explicou que possuem duas características importantes na adulteração, uma é a dosagem, que quanto maior a dosagem, maior é a probabilidade de ocorrer problema, e o tipo de adulterante que é utilizado.

Foto: Divulgação

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