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Barreiras e preconceito no mercado de trabalho levam mulheres a empreender

Os desafios de empreender no brasil são muitos e este cenário torna-se ainda mais árduo quando se trata do empreendedorismo feminino. seja por necessidade ou em busca de realização profissional, fato é que o empreendedorismo feminino cresce a cada ano. para entender quem são essas mulheres e os principais desafios que enfrentam, a confederação nacional de dirigentes lojistas (CNDL) e o serviço de proteção ao crédito (SPC), em parceria com o Sebrae, realizaram a pesquisa “mulheres empreendedoras”. o levantamento foi realizado com mulheres de todas as capitais do país, proprietárias de empresas dos setores de comércio varejista e serviços.

De acordo com a pesquisa, a média de idade das empreendedoras brasileiras é de 41 anos. Em média, elas tinham 32 anos quando abriram a empresa. Quase metade são casadas ou têm união estável (45%), enquanto 53% não são casadas, sendo solteiras ou divorciadas. Além disso, 7 a cada 10 empresárias (71%) têm uma renda familiar de 1 a 5 salários-mínimos, sendo a média de 3,4 salários (equivalente a r$ 4.242); 83% pertencem a classe (C/D/E), e 17% a classe A e B e 60% cursaram até o ensino médio completo.

Embora esse seja o perfil médio, alguns pontos específicos podem ser destacados. Em primeiro lugar, é expressivo o percentual de “jovens empreendedoras”, aquelas entre os 18 e 34 anos (31%). É importante sublinhar que apesar da prevalência de mulheres empreendedoras com ensino médio completo, muitas terminaram o ensino superior (23%) e a pós-graduação (5%). Apesar disso, apenas 17% recebem 5 salários ou mais (mais de R$6.060).

Em entrevista à Rádio Sociedade, a empresária e especialista em Gestão de Pequenos Negócios, Flávia Paixão, falou sobre as suas experiências, dificuldades e preconceitos sofridos.

Flávia que já morou na Europa, trabalha atuando em todo o Brasil e contou que a inspiração para ser empresária foi através da experiência junto com a sua mãe, que trabalhou mais de vinte anos como garçonete e logo depois decidiu abrir o seu próprio negócio, e ao ver a dificuldade da gestão de negócio que a sua estava passando acabou surgindo a oportunidade de fazer faculdade, fez um curso de Administração com Gestão de Negócio e em seguida decidiu realizar um intercâmbio em Gestão de Negócios e Projetos na Inglaterra, estudou inglês durante o período, pois sabia que para empreender e ter resultado de crescimento precisaria se capacitar.

“Hoje eu faço um trabalho para impulsionar os pequenos negócios. É fazer com que esse empreendedor “amador”, que não tem o conhecimento técnico, se torne um profissional. Você precisa se capacitar e vai ter disciplina e rotina para que você consiga fazer uma boa gestão e ter o resultado do seu negócio”, destacou a empresária.

Flávia possui um canal no Youtube onde disponibiliza os seus conteúdos de forma gratuita, de forma explicativa e didática.  

Foto: Divulgação / Rede Sociais

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