A escalada do conflito no Oriente Médio atingiu um novo patamar nesta quarta-feira (8), após Israel lançar a mais intensa série de bombardeios contra o Líbano desde o início das hostilidades. Os ataques atingiram áreas densamente povoadas da capital, Beirute, incluindo bairros residenciais, provocando um cenário de destruição e pânico entre os moradores. De acordo com o Ministério da Saúde libanês, o saldo inicial é de dezenas de mortos e centenas de feridos, levando as autoridades a orientarem a população a evitar aglomerações e liberar espaço para o trabalho das equipes de resgate.
O governo libanês afirma que, desde o início de março, mais de 1.500 pessoas já perderam a vida em decorrência dos ataques. O primeiro-ministro Nawaf Salam criticou duramente a ofensiva, destacando que, apesar dos esforços diplomáticos e da adesão a propostas de cessar-fogo, as ações militares continuam a atingir civis. Em declaração pública, ele também apelou à comunidade internacional para intensificar a pressão por uma solução que interrompa a violência, acusando Israel de ignorar princípios do direito internacional e ampliar o alcance dos ataques mesmo diante de tentativas de mediação.