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Boate Kiss: Após quase nove anos, acusados pelo incêndio vão a júri popular

Depois de oito anos e dez meses, começa na quarta-feira (1º), o júri popular de quatro acusados pelo incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em 27 de janeiro de 2013.

Os réus são os sócios da boate, Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann; o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, que se apresentou naquela noite, Marcelo de Jesus dos Santos, e o produtor musical Luciano Bonilha Leão. Todos eles respondem pela morte de 242 pessoas e por 636 tentativas de homicídio com dolo eventual, ou seja, quando se assume o risco de matar.

Entre os motivos da demora está a mudança na cidade onde ocorreria o julgamento, já que as defesas de três dos quatro réus conseguiram a transferência para Porto Alegre por falta de segurança.

Apesar de o Ministério Público tentar reverter a situação, não obteve sucesso. Para evitar que houvessem dois júris, os promotores, então, pediram que o quarto acusado também fosse julgado na capital.

Em 2013, o governo do Rio Grande do Sul publicou a Lei Kiss, que estabelece normas sobre segurança, prevenção e proteção contra incêndios nas edificações e áreas de risco de incêndios no estado. O exemplo foi seguido por várias outras cidades. Uma audiência pública no Senado debateu a legislação de prevenção e combate de incêndios no Brasil.

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil/Arquivo

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