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Bolsonaro declara que a “vacina não é de nenhum governador”

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (18), em conversa com apoiadores, que a Coronavac é uma vacina do Brasil, não do governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

“Está liberada a aplicação no Brasil. A vacina é do Brasil, não é de nenhum governador, não. É do Brasil”, declarou o presidente da República.

O presidente Jair Bolsonaro havia dito, no final de outubro do ano passado, que a vacina Coronavac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac contra a Covid-19, em parceria com o Instituto Butantan, não seria adquirida pelo governo federal. Na ocasião, o presidente alegou que o imunizante da farmacêutica chinesa estava em “grande descrédito” perante a opinião pública, e que ele, inclusive não aceitaria ser vacinado.

“A da China nós não compraremos, é decisão minha. Eu não acredito que ela transmita segurança suficiente para a população. Esse é o pensamento nosso. Tenho certeza que outras vacinas que estão em estudo poderão ser comprovadas cientificamente, não sei quando, pode durar anos. A China, lamentavelmente, já existe um descrédito muito grande por parte da população, até porque, como muitos dizem, esse vírus teria nascido por lá”, afirmou Bolsonaro.

Apesar da autorização para uso emergencial da vacina, estão à disposição apenas as 6 milhões de doses da Coronavac. O Ministério da Saúde contava com a chegada, na última sexta-feira, de 2 milhões de doses do imunizante de Oxford da AstraZeneca, produzido na Índia, mas essa tentativa fracassou. O governo indiano alegou dificuldades na logística, uma vez que seria difícil conciliar o início da campanha de vacinação indiana com a exportação da vacina para outros países.

Com isso, a campanha de imunização no Brasil será com a aplicação da vacina defendida pelo governador de São Paulo, João Doria, adversário político de Jair Bolsonaro, e possível postulante ao cargo de presidente da República nas eleições de 2022. Fontes ligadas ao Sociedade Online, que transitam nos bastidores da política de Brasília, dão conta de que a base de aliados do governo Bolsonaro reconhece a vitória política de Doria, e por isso precisam elaborar um plano para evitar que ele não transforme o imunizante produzido em São Paulo, em um trampolim eleitoral.

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Foto: reprodução

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