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Câncer De Pele: cuidados, sintomas para estar atento, tratamento, e suas diferenças

O câncer de pele é o mais frequente no Brasil e no mundo, e corresponde a 27% de todos os tumores malignos do País, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), do Ministério da Saúde.

Além da exposição prolongada e repetida ao sol, principalmente na infância e adolescência, outros fatores de risco são: ter pele e olhos claros, ser albino, ter vitiligo, ter histórico da doença na família e fazer tratamento com medicamentos imunossupressores. 

Em entrevista a Rádio Sociedade, na manhã desta quarta-feira (5), o oncologista do NOB/Oncoclínica, André Bacellar, explicou todos os cuidados que devem ser adotados neste período do verão, sintomas para se atentar, e ter um diagnóstico precoce;

Que de acordo com o Oncologista: quando descoberto com antecedência, as chances de cura são maiores, subindo com uma estimativa de 95%, e os danos causados pela doença, são bem menores.

Quais cuidados devem ser tomados?

André Bacellar informou que os cuidados mais recomendáveis, e os principais a serem adotados, é evitar exposição prolongada ao sol entre 10h e 16h, procurar sombras nestes horários; usar acessórios com proteção adequada, como roupas, bonés ou chapéus de abas largas, óculos escuros com proteção; Aplicar na pele, antes de se expor ao sol, filtro (protetor) solar com fator de proteção 30, no mínimo. É necessário reaplicar o filtro solar a cada duas horas, durante a exposição ao sol, bem como após mergulho ou grande transpiração. Mesmo filtros solares “à prova d’água” devem ser reaplicados.

Tratamento

O diagnóstico normalmente é feito pelo dermatologista ou cirurgião, por meio de exame clínico. Em algumas situações, é necessário o exame que permite visualizar algumas camadas da pele não vistas a olho nu. Alguns casos exigem um exame invasivo, que é a biópsia. 

A cirurgia é o tratamento mais indicado. A radioterapia e a quimioterapia também podem ser utilizadas, dependendo do estágio da doença. Quando há metástase (o câncer já se espalhou para outros órgãos), o melanoma é tratado com novos medicamentos, que apresentam altas taxas de sucesso. 

André Bacellar também explicou a diferença entre o câncer melanoma e o não melanoma

Segundo Bacellar, a diferença vem da origem da célula do câncer que faz essa diferença, o melanoma vem dos melanócitos, que produzem a melanina na pele, por isso são as manchas mais escuras em geral, apesar de existir os melanomas claros, mas em grande maioria são as lesões e manchas mais escuras na pele, e que vai mudando de acordo com a evolução da doença, por isso Bacellar acentua sobre a atenção que deve ter com a assimetria das bordas destas manchas, é aí que pode ser identificado precocemente.

Já o câncer não melanoma, como informado por ele, são aqueles lesões que aparecem nas áreas muito expostas, principalmente no tronco, rosto. Geralmente são aquelas lesões com bordas mais elevadas, as vezes avermelhadas, podem sangrar, depois cicatrizar, ou até mesmo aquelas lesões mais ulceradas que dificilmente cicatrizam. E ambas (melanoma e não melanoma) são de tratamento cirúrgico.

Foto: Istock/Reprodução

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