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Câncer de Próstata: diagnóstico precoce reduz cerca de 95% de risco de morte, diz especialista

O câncer de próstata é o segundo tipo que mais atinge os homens no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Este pequeno órgão fica localizado abaixo da bexiga e à frente do reto (parte final do intestino grosso) e tem o formato de uma maçã.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), no mundo, a doença atinge cerca de 75% dos casos em pessoas com idade superior a 65 anos e é considerado o câncer da terceira idade.

Quando está na fase inicial, o câncer da próstata não apresenta sintoma, por isso, é possível evoluir de forma silenciosa. Entretanto, é preciso estar atento aos sinais como (dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite). Na fase avançada, os sintomas podem ser: dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.

Para detectar o câncer de próstata, é preciso realizar o exame do toque retal e o exame de sangue para avaliar a dosagem do PSA (antígeno prostático específico). Entretanto, a detecção também pode ser feita através da realização de exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos em pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce), ou com o uso de exames periódicos em pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento), mas pertencentes a grupos com maior probabilidade de ter a doença.

Em entrevista ao programa Sociedade Urgente, da Rádio Sociedade da Bahia, na manhã de hoje (14), o médico Augusto Modesto, ressaltou a importância de um diagnóstico precoce para o paciente conseguir a cura.

“Hoje, 70% dos casos diagnosticados são do câncer localizado que é de baixo/ baixíssimo risco e pode ser feita somente a cirurgia. A chance de cura dele beira 95 a 99%. Então, hoje você diagnostica mais precocemente, talvez pela prevenção e conscientização que tenha aumentado com as campanhas e o paciente não precisa fazer quimioterapia/radioterapia. Porém, ainda tem uma faixa de cerca 25% dos pacientes que já chegam no estágio avançado que não fazem a prevenção ou porque o câncer é tão agressivo que ele evolui muito rápido e é preciso fazer a quimio e radioterapia”, disse.

Modesto garante que embora as pessoas ainda tenham muito receio em realizar a cirurgia, ela é feita de forma rápida e não possui muitos riscos.

“A cirurgia aberta no passado era arriscada, mas ao longo do tempo ela foi melhorando as condições e tecnologias. Hoje, no Hospital Aristides Maltez nós fazemos 600/650 casos de câncer da próstata por ano (em média). E desses casos, 60% são feitos da forma convencional (aberta) e lá, você consegue fazer uma cirurgia dessas com 40/50 min, o paciente não precisa tomar sangue e o paciente vai embora no primeiro ou segundo dia”, disse.

De acordo com o médico, a prostatectomia, uma técnica de cirurgia robótica, tem contribuído muito para um tratamento mais moderno e pouco invasivo, uma vez que a precisão pode ser maior.

“Aqui no Brasil a cirurgia robótica começou em 2008, em São Paulo. De lá pra cá, já estamos com 82 plataformas robóticas no Brasil. Então, a cirurgia robótica é um aperfeiçoamento da cirurgia laparoscópica, você faz com o auxílio do robô. Os movimentos são feitos pelo cirurgião e ele reproduz isso no paciente. É uma labaroscopia melhorada tanto pro paciente quando o médico”, afirma.

Impotência Sexual

A possibilidade do paciente ter impotência sexual pode causar medo e insegurança na maioria dos homens que precisam realizar a cirurgia ou tratamento para o câncer de próstata.

Ainda de acordo com o especialista, pode ocorrer, mas a probabilidade varia com a gravidade da doença ou a forma que a cirurgia for realizada. Em tempo, ele ressalta que, em casos de impotência, existem medicamentos que ajudam a restaurar a potência sexual.  

“Quando é indicado você fazer essa cirurgia, o grande problema é a incontinência e a impotência. Isso realmente acontece porque o feixe nervoso que controla a potência ele passa do lado da próstata. Pra você tirar a próstata de forma radical, você precisa afastar este nervo e fazer a cirurgia de preservação deste nervo pra conseguir tirar esta próstata. Se você faz uma preservação boa, o paciente não fica impotente”, frisa ele.


Foto: Divulgação/HNSG

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