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SAÚDE

Câncer de próstata: Especialista traz alertas sobre a doença

O câncer de próstata representa 29% dos diagnósticos da doença entre os brasileiros. para este ano, as estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam 65.840 novos casos, com um risco estimado de cerca de 62 pessoas para cada 100 mil habitantes.

A Bahia aparece em quarto lugar entre os estados com maior número de casos de câncer de próstata em 2021, com 6.130 ocorrências, sendo 1.090 em Salvador. Os três primeiros ficam com São Paulo (13.650), Rio de Janeiro (6.440) e Minas Gerais (6.420).

Em entrevista a Rádio Sociedade nesta sexta feira (12), no mês em que as atenções estão voltadas para o combate ao câncer de próstata, o médico oncologista Augusto Mota trouxe mais informações a respeito.

O especialista atribui o alto número de casos na Bahia ao fato de ser um estado muito populoso, mas traz uma particularidade da cidade de Salvador.

“Salvador, especificamente, carece um comentário a parte. […] O comportamento biológico da doença em indivíduo de descendência africana é mais agressivo, então esses tumores costumam se desenvolver mais precocemente, numa forma mais agressiva. […] quando nós imaginamos que uma boa fração da população de Salvador é de raça negra, aqui a gente precisa ter um olhar ainda mais atento.”

A respeito dos sintomas, é importante se manter alerta, pois a doença é extremamente silenciosa.

“Não existe nenhum sintoma específico de câncer de próstata. A vasta maioria dos cânceres de próstata que são diagnosticados durante um programa de rastreamento são indivíduos que não tem sintoma nenhum. Os sintomas são tão comuns que as causas mais comuns desses sintomas não são neoplasias malignas.”, disse o doutor.

Nesse sentido, é cada vez mais importante estar atento e fazer exames regularmente, para evitar o desenvolvimento deste tipo de câncer.

“A mensagem que tem que ser passada para a população é não esperar o surgimento de sintomas para imaginar que pode haver uma neoplasia maligna na próstata. […] é preciso uma avaliação urológica periódica a partir dos 45, 50 anos”, finaliza.

Foto: Reprodução

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