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Cientista cria equipamento que promete maior eficiência na secagem de grãos

A qualidade dos produtos que chegam até a mesa da população brasileira depende de um árduo trabalho desenvolvido por uma cadeia produtiva.

Além de movimentar a economia do país, a atividade agrícola é responsável por garantir a alimentação de aproximadamente 10% da população mundial.

Para se destacar neste mercado, a qualidade do produto, bem como a agilidade e eficiência do processo de produção são de suma importância.

Foi pensando nisso que o professor da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Jorge Sales, criou uma ferramenta que promete revolucionar o modo com que produtores secam seus grãos.

E para falar sobre o equipamento e como ela contribui para melhoria da mão de obra dos agricultores, a Rádio Sociedade entrevistou o cientista na manhã desta terça-feira (5).

O projeto surgiu em 2011 após relato de um agricultor sobre a dificuldade na secagem e fermentação dos grãos, comprometendo a qualidade da amêndoa do cacau, matéria prima do chocolate denominado gourmet.

De acordo com Jorge, é o processo de pré-produção do chocolate que vai determinar a qualidade do produto. “A secagem tem que ser controlada, ela não pode ser passar dos 40º C para não prejudicar as propriedades bioquímicas da amêndoa, que vai dar o aroma e o sabor do chocolate gourmet e nem sofrer a influência do meio, como poeira, fezes de pássaros, fuligem”

O protótipo do secador foi patenteado pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) e  já está em fase de estudo de viabilidade de mercado, entretanto, o cenário da pandemia retardou a sua implantação e comercialização.

O projeto teve apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), órgão ligado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O grande diferencial dele em relação aos outros é que nós conseguimos ter um sistema hidráulico que você consegue movimentar as bandejas, você alimenta por baixo o secador vertical e encima você já tira a amêndoa seca. Como ele é revestido por uma lona transparente, o ultravioleta do sol entra e não sai, favorecendo o aquecimento através de uma corrente de convecção, que é o ar quente circulando por dentro do secador […] toda amêndoa recebe um banho de calor de forma uniforme, que é exatamente um dos problemas da barcaça, uma tecnologia de quase 400 anos”, esclareceu Jorge

O equipamento ainda não está disponível no mercado, mas o pesquisador estima que no próximo ano ele já esteja sendo comercializado.

Foto: Divulgação


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