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Cientista Político explica as mudanças na legislação eleitoral sobre as coligações nas eleições deste ano

Na programação especial de transmissão deste primeiro turno de eleições municipais 2020, que ocorre neste domingo (15), da Radio Sociedade da Bahia, foi entrevistado cientista político, Claudio André.

De acordo com Claudio, as eleições cada vez mais impactam na economia das cidades, devido aos seus grandes investimentos e profissionalização das campanhas eleitorais, que mesmo com a pandemia a preocupação dos postulantes com um conteúdo de qualidade é enorme, tendo a área de comunicação com o “principal produto das campanhas eleitorais”

“Com certeza, as eleições mexem com economia, a gente tem cada vez mais a profissionalização das campanhas, hoje olhamos para municípios com 10 a 20 mil habitantes, é perceptível perceber que as campanhas são profissionais, na comunicação, com incremento de marketing político, produção de conteúdo em tempo real para as redes sociais, que deve gerar uma demanda por trabalho cada vez crescente”, afirmou o entrevistado.

“A gente percebeu que nessas eleições, independente da pandemia, que os candidatos mesmo no interior, em municípios menores, tiveram uma preocupação em criar um conteúdo verificado, diante das técnicas de comunicação, gravação, edição de vídeo. Além das gráficas, aluguel de carros para carreatas, mas temos o ‘’QG” da comunicação como o carro chefe, o principal produto das campanhas eleitorais”, completou Claudio André.

Em relação as mudanças que ocorreram nesta eleição, já que neste ano é o primeiro pleito sem as chamadas coligações de partidos para vereadores, Claudio André explica que com a existência das chapas, trazia uma distribuição de votos.

“Temos uma mudança na legislação, consolidada na reforma eleitoral de 2015 e ratificada na reforma de 2017, os ouvintes devem lembra que antes a gente votava em um determinado candidato ou candidata, e era possível perceber que existia coligações e as vezes mais votado daquela coligação tirava a vaga do candidato que a gente votou”, esclarece o cientista político.

“Então era uma chapa que o cálculo era feito de uma forma razoavelmente simples, onde pegava a quantidade total de votos validos da cidade e divide pelo número de cadeiras, então em uma cidade que teve por exemplo 100 mil votos validos e tem 10 cadeiras na câmara municipal, sendo assim, cada cadeira será ocupada por uma chapa que teve 10 mil votos, era distribuído por chapa. A reforma alterou que não tem mais chapa, cada partido por si”, reitera.

Foto: Divulgação.

    
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