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Ciro Gomes é alvo da PF sobre propina na Arena Castelão

O pré-candidato à presidência da República, Ciro Gomes (PDT), e o irmão dele, o ex-governador do Ceará e senador Cid Gomes se tornaram alvo de uma operação da Polícia Federal, deflagrada nesta quarta-feira (15). O objetivo é apurar um possível esquema de fraude e corrupção nas obras da Arena Castelão, em Fortaleza (CE), construída para a Copa do Mundo de 2014. Além dos irmãos Gomes, estão sendo investigados empresários de empreiteiras envolvidas na obra.

Nesta mega operação, que envolvem três cidades do Ceará e São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e São Luís (MA), estão atuando oitenta policiais federais, que cumprem 14 mandados de busca e apreensão expedidos pela 32ª Vara da Justiça Federal, em domicílios investigados nas cidades de Fortaleza (CE), Meruoca (CE), Juazeiro do Norte (CE), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e São Luís (MA). Os agentes procuram apreender documentos, computadores, mídias digitais e aparelhos celulares.

“As investigações tiveram início no ano de 2017, sendo identificados indícios de esquema criminoso envolvendo pagamentos de propinas para que uma empresa obtivesse êxito no processo licitatório da Arena Castelão e, posteriormente, na fase de execução contratual, recebesse valores devidos pelo Governo do Estado do Ceará ao longo da execução da obra de reforma, ampliação, adequação, operação e manutenção do Estádio Castelão. Apurou-se indícios de pagamentos de 11 milhões de reais em propinas diretamente em dinheiro ou disfarçadas de doações eleitorais, com emissões de notas fiscais fraudulentas por empresas fantasmas”, diz a nota da Polícia Federal.

Através do twitter, Ciro Gomes se defendeu das acusações e insinuou estar sendo perseguido pelo seu adversário político e presidente da República Jair Bolsonaro.

“Em tempos de um canalha como o Bolsonaro, a Polícia Federal veio na minha casa, nunca em 40 anos ninguém levantou uma suspeita. Não acho que sou um cidadão acima da lei, acho que todo mundo pode e deve ser investigado se houver qualquer tipo de denúncia ou acusação”, escreveu o pedetista.

Foto: Reprodução