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Ciro rechaça queima da bandeira nacional e alerta para ‘milícia’ e ‘infiltrados’ em manifestações pró-democracia

O ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, comentou, na manhã de hoje (4), em entrevista ao programa Conexão Sociedade as manifestações pró-democracia que vêm acontecendo em alguns estados brasileiros desde o último domingo. Ele citou excessos, como o episódio da segunda-feira (1°), em que uma bandeira do Brasil que estava hasteada na sede do governo do Paraná, em Curitiba, foi queimada.

“Nós não podemos aceitar isso. O lado democrático da sociedade brasileira precisa nos unificar em um conjunto de fatores: a decisão de que nós somos uma democracia onde a imprensa é livre, os artistas se expressam sem censura, os trabalhadores se organizam sem repressão, os estudantes protestam pelo aquilo que entendem necessário. Os símbolos, como o hino nacional e a bandeira. também fazem parte desse conjunto básico de acordo”, disse.

Ciro prosseguiu comentando o ocorrido e aproveitou para fazer críticas ao presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores. Na sua avaliação, a ideia de patriotismo é manipulada por setores da direita internacional.

“Eu me incomodo muito o vilipêndio ou desrespeito ao símbolo nacional, me incomoda muito ver as bandeiras sendo queimadas, mas, ao mesmo tempo, também não posso ser inocente de não saber que o Brasil hoje do bolsonarismo boçal é assessorado por esse Steve Banon, que é o grande guru da direita internacional e que está aqui trabalhando a serviço da plataforma do Trump. E ele sabe que boa parte da manipulação do patriotismo é o refúgio dos canalhas, já dizia Nelson Rodrigues”, afirmou.

O candidato à Presidência em 2018 disse ainda que os protestos precisam unir pessoas de diferentes espectros ideológicos e afirmou categoricamente em evitar uma ruptura da democracia. “Precisamos juntar todo mundo. não interessa se é centro, direita ou esquerda. Quem é democrata tem que dizer da forma que quiser, e eu digo de forma mais dura: nós vamos encarar. Não vai ter ruptura da democracia e ponto final. E vamos às últimas consequências para isso”, enfatizou.

Ciro pediu ainda cautela aos organizadores e participantes das próximas manifestações. Ele afirmou também que apoiadores do presidente Jair Bolsonaro poderiam estar “infiltrados” nos atos e cometendo excessos de propósito, o que, segundo ele, seria influenciado pelo próprio chefe do Executivo nacional.

“Ele vai infiltrar uma milícia que já tem nas PMs do Brasil inteiro para tentar produzir um clima de violência na rua que justifique o apelo autoritário dele para implantar de cima para baixo a tal ordem que a classe média, às vezes assustada, pode pedir. Naquele protesto de Curitiba, pintaram a foice e o martelo, que é o símbolo do comunismo, tocaram fogo nos prédios. O que isso interessa a um democrata? Isso é fascista, miliciano do Bolsonaro que está infiltrado”, concluiu.

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