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Com quase 100% de leitos particulares ocupados, Bruno Reis não descarta a possibilidade de colapso em Salvador

Em entrevista concedida à Rádio Sociedade na manhã de hoje (09), o prefeito de Salvador, Bruno Reis, relatou sobre as dificuldades enfrentadas pelo governo para o combate à pandemia.

Apesar de existir pacientes aguardando leitos, Bruno informa que, por conta do isolamento social, os números apontam que as medidas estão dando resultado. Na tentativa de evitar o colapso, a prefeitura pretende ampliar alguns números de vagas no Hospital Martagão Gesteira, já nesta sexta (12). Entretanto, os pacientes que não conseguem ser regulados para um hospital, são encaminhados para a UPA e gripários.

“O gripário não tem respirador definitivo, ele tem um respirador de transporte. Que permite a pessoa ficar entubada, mas não mais que 24h. Nesse período tem que surgir uma vaga. Essa vaga surge ou com alguém que tem alta, ou tem uma evolução no quadro, ou infelizmente veio à óbito”, disse.

Segundo Bruno, o município já encontra dificuldades de obter respiradores, bem como contratar profissionais da área de saúde, em especial, os médicos que trabalham na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Em tempo, o prefeito ressaltou que já foram imunizados cerca de 90% dos profissionais da área de saúde.

“Todos os hospitais privados apontam para 100% de ocupação e pouca margem para conversão de leitos. Ou seja, alas que já foram abertas e transformadas em 100% Covid. Realmente a situação é muito crítica (…) A prioridade nesse momento é abrir leitos para salvar vidas. O que possibilitou a gente não ter um colapso, mas também não significa que a gente não vai ter”, frisou.

Sobre a retomada das atividades, o prefeito disse que as medidas restritivas têm sido a única medida viável até aqui para conter o índice de ocupação dos leitos. De acordo com ele, os problemas enfrentados para regulamentação de vagas não é apenas no SUS, mas também para quem possui planos de saúde.

“Não tem outro caminho senão o isolamento social. É o que está sendo feito no mundo. Não adianta questionar isso. É perda de tempo. Não há outra solução. O que determina isso são números. Como eu vou abrir o comércio, retornar as atividades com as UTI privadas com quase todas caminhando para 100% de ocupação e sem mais condições de ampliar seus leitos? Como eu vou autorizar a retomada de atividades? (…) Quanto é que vale uma vida? Uma vida não tem preço. Até lá nós vamos lutar muito”, ressaltou.

Quando questionado sobre a necessidade de um suporte para os mais necessitados e os que pararam as suas atividades, Reis informou que, além do auxílio emergencial, a prefeitura está distribuindo quentinhas e cestas básicas para as pessoas mais carentes da cidade.

Foto: Reprodução

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