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Conselho do MP pune Deltan Dallagnol com censura por interferência em votação do Senado

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) puniu o procurador Deltan Dallagnol, por 9 votos a 1, com a pena de censura por publicações feitas em uma rede social em dezembro do ano passado. Na ocasião, ele criticou Renan Calheiros (MDB-AL) e, segundo o entender dos conselheiros, prejudicou o senador na disputa pela presidência do Senado.

Na época, Deltan publicou que, caso Renan fosse reeleito presidente do Senado, “dificilmente se veria reforma contra corrupção aprovada”. Na ocasião, ele foi derrotado por Davi Alcolumbre (DEM-AP).

De acordo com o regimento disciplinar do Conselho, a punição não impede o procurador de continuar atuando. No entanto, fica por um ano impedido de ser promovido. Esta é a segunda punição mais branda aplicada pelo Conselho – depois da advertência. Fica registrada em nome do procurador e pode ser cancelada depois de cinco anos, caso não haja nova infração.

Após publicada a decisão, Renan Calheiros afirmou que a punição foi branda e considerou odiosa a perseguição de Dallagnol contra ele. E que prosseguiria a denúncia judicial contra o procurador.

O Ministério Público Federal (MPF) do Paraná, por outro lado, discordou da decisão do CNMP externou sua solidariedade e apoio ao procurador.

“Diante da notícia de que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em julgamento retomado sem a intimação pessoal de Deltan Dallagnol, deliberou pela aplicação da pena de censura, todos os demais integrantes da Força-Tarefa Lava Jato no Paraná, respeitosamente, discordando da decisão do colegiado, externam sua solidariedade e amplo e irrestrito apoio ao colega”, publicou por meio de nota.

Foto: Tomaz Silva | Ag. Brasil

    
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