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Conselho Regional de Medicina se posiciona sobre Carnaval

O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) se posicionou nesta sexta-feira (26) sobre a realização do Carnaval e pediu respeito à ciência. A realização do evento em 2022 ainda é dúvida e motivo de impasse entre a prefeitura de Salvador, que é a favor da festa, e o Governo do Estado, que se mostra contrário.

Em texto, o Cremeb recomendou às autoridades sanitárias baianas que respeitem as orientações “cientificamente conhecidas para tomadas de decisões, tendo como norte primordial o direcionamento técnico e científico dos pesquisadores sobre o tema”.

O grupo afirma que para realizar qualquer decisão sobre o assunto, é necessário que seja relembrada a dificuldade no controle do acesso da população a essas festas e a ausência de aprofundamento nosólogico sobre a doença, “tendo em vista que os estudos ainda são recentes, e há a mutação do vírus”.

O Conselho ainda relembra do surgimento de uma nova variação na África do Sul, que fez com que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendasse ao governo brasileiro medidas de restrição para voos e viajantes procedentes da África do Sul, de Botsuana, de Eswatini, do Lesoto, da Namíbia e do Zimbábue.

“O Cremeb recomenda aos gestores que se respeite os direcionamentos técnicos e científicos advindos das entidades responsáveis por estudar o tema, pois uma decisão equivocada nesse momento pode debilitar todo avanço conquistado com as campanhas de combate ao vírus desde o início da pandemia”, pontua o presidente do Cremeb, Dr. Otávio Marambaia.

Ainda no texto, as evidências científicas sobre o coronavírus, o conselheiro afirma que a Covid-19 ainda é uma doença recente, em constante estudo e análise, o que requer cautela ainda maior para a deliberação de eventos populares. “A imunidade vacinal, por exemplo, tem se mostrado muito efetiva no combate ao vírus, mas ainda há incertezas sobre a duração dessa eficácia. A saúde da população e os riscos eminentes com a realização desses eventos devem ser os principais pontos analisados antes qualquer decisão”, explica Marambaia.

Por fim, o Cremeb alerta que a aglomeração é uma realidade irrefutável em festas populares e, por isso, pode proporcionar risco incalculável para a saúde pública, fator esse que exige ponderação e cautela dos entes responsáveis pela realização.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

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