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CPI: Após declarar ter “fatos graves” a relatar, Wilson Witzel prestará depoimento em audiência secreta

A CPI da Covid-19 aprovou nesta quarta-feira (23) a realização de uma audiência secreta com o ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel. Dessa forma, ele poderá depor sem a possibilidade de transmissão ou acompanhamento por aqueles que não são senadores. A nova oitiva ocorre após o político dizer que tem “fatos graves” a relatar.

Na última quarta-feira (16), Witzel acusou o governo de Jair Bolsonaro de “perseguição” e “sabotagem”. Além disso, ele afirmou que existe milícias atuando em uma “máfia da saúde” no Rio de Janeiro.

O local da reunião ainda não foi definido. Segundo o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), os senadores, “de comum acordo”, definirão onde será. “Quero explicar que não foi decidido nada. No requerimento está dizendo que nós vamos fazer uma diligência para ouvi-lo. Pode ser aqui no Senado, pode ser na Presidência do Senado, pode ser dentro da Polícia Federal do Rio de Janeiro ou dentro da Polícia Federal de Brasília. Ainda nós vamos decidir”, afirmou. Ele ainda pontuou que qualquer senador, sendo membro ou não da CPI, poderá participar da audiência.

Senadores aliados ao governo protestaram contra a diligência para ouvir o ex-governador. Um dos principais governistas da CPI, Marcos Rogério (DEM-RO) se disse contra a medida por conta do seu caráter “inusitado, desnecessário, desrespeitoso e fora de qualquer parâmetro de normalidade”.

“A diligência é aceitável e justificável quando você tem um depoimento de alguém que está na condição de preso. Por exemplo, nós tivemos diligência de CPI no Paraná em razão de investigados que estavam presos. Nesse caso, não. Ele não está preso, ele pode vir aqui”, disse.

Omar Aziz, no entanto, saiu em defesa e afirmou que não seria possível fazer “ouvido de mercador” para as declarações feitas pelo ex-governador, afirmando também que ele declarou receber ameaças.

As últimas declarações de Wilson Witzel geraram uma rede maior de investigação. A Comissão aprovou nesta quarta-feira a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de seis organizações sociais. Esses institutos foram usados para desviar recursos públicos da saúde no Rio. Também houve a aprovação de requerimentos solicitando informações a hospitais fluminenses.

“O dinheiro chega: algo em torno de quase R$3 bilhões. E tem gente por trás disso que está se locupletando disso daí. Uma investigação com a quebra de sigilo diz quais são as empresas que prestam serviço pelos hospitais. Vai verificar que tem saque em dinheiro de altos de valores, elevados, nessas empresas e pode chegar à conclusão de que vai ter gente por trás do recebimento desses valores em espécie”, afirmou o ex-governador.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

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