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CPI da Covid: Diretor da Prevent Senior diz que empresa não fez testes com remédios ineficazes

Convocado para depor na CPI da Covid nesta quarta-feira (22), o diretor-executivo da Prevent Senior, Pedro Benedito Batista Júnior, afirmou que a empresa não realizou testes com medicamentos ineficazes contra a Covid-19. A operadora de saúde é acusada de utilizar medicamentos do chamado ‘kit Covid’ ou ‘tratamento precoce’, como cloroquina e ivermectina, para testar o tratamento em pacientes sem o conhecimento deles ou de familiares. Os remédios do kit não são eficazes contra a doença.

Apesar das acusações, Batista declara que “não foram feitos testes. Não houve testagem. Não há necessidade de autorização para estudo. Nós só observamos o ato médico”.

“Variavam as prescrições, como eu disse para o senhor. Senador, como ficou muito claro para todos, havia prescrição das medicações (…) existia um setor para avaliar criteriosamente cada um dos pacientes e existiam dois médicos responsáveis e um deles era o doutor Rafael Souza que, sim, prescrevia as medicações após avaliação de todos os prontuários”, completou, ainda negando que tenha havido uso de receitas médicas padronizadas para os pacientes. De acordo com ele, o remédio escolhido dependia do paciente e da sua indicação terapêutica.

Ao ser questionado sobre o caso do médico Anthony Wong, um pediatra, toxicologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo que morreu em janeiro, Batista afirmou que não comentaria sobre o caso a pedido da família. Ele obteve do Supremo Tribunal Federal (STF) habeas corpus que lhe garante o direito constitucional de permanecer em silêncio em questionamentos que possam incriminá-lo.

Na época da morte de Wong, uma nota foi divulgada informando que ele foi internado antes do Natal por conta da queda de pressão e mal-estar, e foi diagnosticado com úlcera gástrica e hemorragia digestiva.

Uma reportagem publicada pela revista Piauí, no entanto, alega que Wong, defensor do tratamento precoce e o uso do ‘kit Covid’, morreu por complicações da Covid-19, e que isso teria sido omitido do atestado de óbito do médico.

Comentando sobre as denúncias sobre a operadora de saúde ter omitido mortes por Covid-19 em relatórios internos, o diretor-executivo afirmou que “muitos óbitos aconteceram depois do dia da conclusão daquele relatório”. Ex-funcionários da operadora teriam divulgado dados adulterados sobre pacientes com Covid-19.

De acordo com Batista, os profissionais que teriam alterado o documento foram demitidos da Prevent Senior em junho de 2020. “Médicos desligados da Prevent em junho de 2020 manipularam relatórios. Médicos invadiram o sistema, acessaram essa planilha e adulteraram a planilha. Resgataram mensagens de março e também editaram as imagens. A ANS instaurou um procedimento pra apurar e detectar a ineficiência”, disse.

Segundo ele, os dados foram manipulados “para atacar e ferir a imagem da Prevent Senior”.

O requerimento para convocação de Pedro Benedito Júnior foi apresentado pelo senador Humberto Costa (PT-PE), que recebeu de médicos que trabalhavam na Prevent Senior um documento que aponta uma série de irregularidades no tratamento da Covid-19.

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

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