Digite sua busca

 

 

Brasil Justiça Notícias em destaque

Defesa de segurança do Carrefour nega motivação racista no assassinato de Beto Freitas

A defesa de Giovane Gaspar da Silva, Policial Militar preso pelo assassinato de João Alberto Silveira Freitas, conhecido como Beto Freitas, numa unidade do Carrefour de Porto Alegre, nega motivação racista ou intenção de matar, além de levantar a hipótese de que a vítima pode ter morrido em decorrência de um ataque cardíaco.

“A perícia também traz como provável causa um ataque cardíaco. Suspeita-se também que o senhor João Alberto estaria sob efeitos de entorpecentes tamanha a força que ele tinha no momento. Ele também tinha os olhos soltados e a íris expandida”, afirma David Leal, advogado de defesa do caso.

O Instituto Geral de Perícias do Rio Grande do Sul (IGP-RS) em análise inicial, aponta que a vítima morreu por asfixia. Imagens mostram que Beto Freitas, foi asfixiado por cerca de 4 minutos, diante de 15 testemunhas, além de ser espancado por dois minutos.  

Segundo a defesa, não existiu intenção de matar e que uma análise concreta do fato, deixa claro que o ocorrido não tem nada a ver com isso.

“O meu cliente não teve a intenção de matar. Ele não agiu por nenhum ato racista. Ele, inclusive, tem parentes negros, o pai dele é pardo, e não tem de forma alguma, qualquer preconceito quanto a isso. O Brasil é um país que é preconceituoso, com toda certeza. Existe racismo, mas, analisando, concretamente, o fato não tem nada a ver com isso”, diz Leal.

Ainda de acordo com Leal, a tentativa era de conter João Alberto, que estaria “descontrolado”. A defesa alega que o policial tentou apaziguar a situação quando foi chamado ao caixa.

“Ele [João Alberto] foi conduzido até a saída para onde o senhor se encaminhou voluntariamente. Na saída, perto da porta, surpreendentemente, o senhor João Alberto desferiu um soco no rosto do meu cliente. Meu cliente diz que depois ele ainda acertou outro soco. Ele [Giovane] tomou dois socos no rosto”.

“Na verdade, se formos bem justos aos fatos, mais pessoas estão envolvidas. Teve cliente que chegou ali chutando a cabeça do senhor João Alberto, pessoas que também o agrediram porque viram o que ele havia feito dentro do mercado, mas de forma alguma o resultado morte é justificado”, completou.

LEIA MAIS:

Homem negro morre após ser espancado em supermercado de Porto Alegre

Carrefour: Veja repercussão da morte de homem negro após agressão

Após morte de homem negro, lojas do Carrefour são tomadas por protestos contra racismo

Foto: Reprodução.


Notice: Undefined index: bg_img_color in /home/rdsoncom/public_html/wp-content/plugins/convertplug/modules/info_bar/functions/functions.php on line 143