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Desembargador do TRE-BA fala sobre segurança das urnas eletrônicas

O Sociedade Entrevista da manhã desta quinta-feira (28), contou com a presença do Desembargador do TRE-BA, José Batista Junior, para falar sobre segurança das urnas eletrônicas.

Em todos os anos de eleições no Brasil, além dos debates entre os candidatos e suas propostas, sempre surge uma pergunta, e desta vez, a dúvida é se a urna eletrônica é realmente segura. Essa questão mexe com o imaginário das pessoas e acende discussões na imprensa e também nas redes sociais.

A implantação da urna eletrônica se deu ao longo das décadas de 1980 e 1990, com a progressiva informatização do sistema eleitoral brasileiro.

Sua primeira utilização no brasil se deu nas eleições municipais de 1996, quando 57 cidades utilizaram as urnas. A urna foi implantada em todas as cidades brasileiras nas eleições realizadas no ano de 2000.

O Desembargador do TRE-BA, José Batista Junior explicou que o sistema eletrônico de votação brasileiro é o mais seguro do mundo. Segundo ele, a Justiça Eleitoral vem adotando medidas para fazer com que os meios tecnológicos fiquem ainda mais seguros, aplicando a criptografia aos dados registrados e o uso da assinatura digital.

“Eu quero esclarecer, que temos um sistema eletrônico de votação mais seguro do mundo. Se eu lhe entregar aqui uma urna eletrônica, e você ficar com ela 24 horas, tentando fraudá-la, você não vai conseguir, por diversos motivos. O que é que a Justiça Eleitoral vem tornando para utilizar os meios tecnológicos, para que se utilize esses meios tecnológicos para fazer com que ela fique mais segura. A publicidade de todas as etapas, aplicando a criptografia aos dados registrados e o uso da assinatura digital”, afirmou.

De acordo com o Desembargador, a impressão de papel é muito vulnerável a falsificação. Ele exemplificou que a votação de papel pode ser falsificada como as notas de dinheiro, afirmando que a Casa da Moeda, mesmo com medidas exigentes e criteriosas, não consegue evitar a falsificação das notas de dinheiro falsas.

“Se questiona muito a impressão de papel. Eu questiono a você hoje, o papel, ele é muito vulnerável a falsificação. A gente vê notícia na imprensa diariamente de notas de dinheiro circulando falsas, e olhe que a Casa da Moeda tem medidas muito exigentes, muito criteriosas, para que se evite uma nota falsa. Então, a falsificação do papel, ela é muito mais vulnerável”, afirmou.

O Desembargador ratificou que não tem como falsificar um Certificado Digital, pois quando um dado é passado para o TRE ou para o TSE, esse dado é criptografado através de códigos, por isso, ele afirma que não existe qualquer motivo que venha ser questionado a segurança no Sistema Eletrônico de Votação Brasileiro.

“Você não tem como falsificar um Certificado Digital. Quando um dado é passado para o TRE, para o TSE, e vise e versa, ele é criptografado, ou seja, através de códigos. A pessoa que está recebendo essa mensagem lá, ela tem um Certificado Digital, e ela só vai conseguir ler, se ela tiver esse Certificado Digital. Então, eu digo que, não existe qualquer motivo, um simples único motivo, que venha ser questionado a segurança no sistema eletrônico de votação brasileiro”, ratificou José Batista.

Quando questionado sobre o porque a urna eletrônica no Brasil não é digital, José Batista diz que o equipamento é um computador específico para depósito de votos e que não precisa de internet para funcionar. Ele ainda afirma que a urna é programada para a data da votação, ou seja, se tentar ligar antes do período da data de votação, a urna não irá funcionar.

“A urna eletrônica é um computador específico para depósito de votos. Se você tentar ligar aquela urna eletrônica sem a programação da data da eleição, aquela urna não vai funcionar. Aquela urna não está ligada a nenhum tipo de rede. A urna não está ligada à internet”, afirmou.

“Existe um bloqueio de segurança que, qualquer chip, qualquer ato estranho, aquele que não seja produzido pelo Tribunal Superior Eleitoral, não é reconhecido, e a urna automaticamente, ela trava”, destacou o Desembargador.

Fotos: Anderson de Almeida / Rádio Sociedade da Bahia

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