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Dia de Combate e Prevenção da Hanseníase alerta para cuidados

A Bahia ocupa o quinto lugar no Brasil em número de casos novos de hanseníase. Apesar disso, a doença ainda é pouco conhecida pela população baiana. Para chamar atenção sobre o tema e divulgar informações sobre o tratamento e a prevenção dessa patologia, foi determinado que o dia 31 de janeiro seria o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase

Entre 2010 e 2019, o estado contabilizou 24.393 casos novos, conforme dados do Ministério da Saúde, compilados pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). O Brasil ocupa a segunda posição no ranking mundial da doença, atrás apenas da Índia. foram 312 mil novos casos registrados nos últimos dez anos.

A hanseníase é transmitida pelo ar, com um contato contínuo, geralmente por pessoas que convivem no mesmo espaço. O período de incubação da hanseníase, desde o momento em que a pessoa entra em contato com o micróbio até a doença aparecer, vai de dois até dez anos, pois a bactéria responsável pelos sintomas se multiplica muito lentamente.

Em casos mais elevados, se esse diagnóstico demorar muito, essas lesões podem levar a deformidades e sequelas neurológicas permanentes. Por isso, o diagnóstico precoce é importante.

SINTOMAS

– manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, em qualquer parte do corpo, com perda ou alteração da sensibilidade ao calor e ao frio; ao tato e à dor, principalmente nas extremidades das mãos e dos pés, na face, nas orelhas, no tronco, nas nádegas e nas pernas;
– áreas do corpo com diminuição dos pelos e do suor;
– dor e sensação de choque, formigamento, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas;
– inchaço em mãos e pés;
– diminuição da sensibilidade e/ou da força muscular da face, mãos e pés;
– lesões em pernas e pés;
– caroços no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos;
– febre, inchaço e dor nas articulações;
– entupimento, sangramento, ferida e ressecamento do nariz;
– ressecamento nos olhos.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o tratamento é gratuito e fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Varia de seis meses nas formas paucibacilares a um ano nos multibacilares, podendo ser prorrogado ou feita a substituição da medicação em casos especiais. O tratamento é eficaz e cura. Após a primeira dose da medicação não há mais risco de transmissão durante o tratamento e o paciente pode conviver em meio à sociedade.  

Naturalmente, ter hábitos saudáveis, alimentação adequada, evitar o álcool e praticar atividade física associada a condições de higiene, contribuem para dificultar o adoecimento pela Hanseníase.  A melhor forma de prevenção é o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, assim como o exame clínico e a indicação de vacina BCG para melhorar a resposta imunológica dos contatos do paciente. Desta forma, a cadeia de transmissão da doença pode ser interrompida.  

Foto: Sociedade Brasileira de Dermatologia

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