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Dia Internacional da Mulher conta com programação especial em Salvador

No dia 8 de março é comemorado o dia Internacional da Mulher e para celebrar a data, a prefeitura de Salvador realiza a primeira edição do ‘Caravana da Mulher’.

A ação, que integra o programa alerta Salvador, vai oferecer serviços gratuitos para o fortalecimento da saúde e da autoestima feminina. Pretende também sensibilizar e orientar os Soteropolitanos através de diálogos e ações educativas, sobre temáticas relacionadas à mulher.

Em entrevista à Rádio Sociedade, a vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos falou sobre diversos serviços voltados a mulher e que estão sendo disponibilizados de forma gratuita.

“Nós hoje tivemos já, a Caravana da Mulher, mais de 1.000 atendimentos, lançamento do Observatório da Mulher que é um espaço onde técnicos servidores vão pegar dados estatísticos e estudar as políticas públicas a partir da realidade local, então não vai ser empírico, não vai ser eu acho, eu quero, mas esses dados vão nos mostrar o que precisamos fazer e quais os caminhos”, afirmou a gestora.

“A gente publicou ontem o decreto do Alerta Salvador, que é uma serie de políticas públicas de combate à violência contra mulher, dizer como a gente pode acolher, quais são as unidades, como enfrentar essa violência, além disso temos ações na área do empreendedorismo feminino, hoje mesmo nessa caravana, tinha lá, desde um salão montado de modo gratuito para essas mulheres, oficina para fazer currículo, atendimento de saúde, acesso a microcrédito, cartão Sim e espaço da mulher. Então a gente entende que ação hoje ela é simbólica, mas no dia a dia o que a gente está fazendo mesmo é dando qualificação profissional, acesso a emprego e a renda, para que essas mulheres tenham autonomia”, completou.   

Ana Paula falou também sobre a importância da representatividade feminina na gestão.

“A gente tem uma questão histórica a discutir sobre isso, mas temos uma sociedade que ao longo do tempo não oportunizou as mulheres, a mulher passa até o direito a abrir a conta muito depois, porque antes precisava do marido, a mulher não podia votar, não podia ser empresária, ela tinha ideia, tinha o talento, mas tinha que ter o marido lá como procurador. Então a gente vai conquistando historicamente esses avanços, ainda temos muitos a conquistar. […] Nós temos hoje o número médio de 12% de mulheres ocupando cargos eletivos no país. Já tem conta de 30%, então para você ter uma chapa de candidatos, tem que ter 30% de mulheres, mas eleitas mesmo são 12. Temos prioridades nos recursos. Então muita das vezes a mulher quando ela cresce, quando ela olha uma entrevista, quando ouve um político falar em uma propaganda, ela não vê mulheres, então no inconsciente, no subjetivo, no singular, no singelo ela está sendo ensinada que não existe essa representatividade, então a gente acaba nem sabendo que pode ocupar esse espaço”, pontuou a vice-prefeita.

Foto: Reprodução / Redes Sociais

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