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“A dieta ocidental é um dos principais fatores para aumento do câncer de intestino”, afirma especialista

Doença que deve atingir cerca de 40 mil pessoas em 2021, no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de cólon e reto é responsável por pelo menos 20 mil mortes anuais no território brasileiro da organização.

Mês de conscientização ao combate da doença, o setembro verde traz consigo um alerta aos cuidados necessários para inibir o avanço da enfermidade, além da importância do diagnóstico precoce.

Especialista no assunto, o médico do Núcleo de Oncologia da Bahia (NOB), Eduardo Moraes, afirmou, durante entrevista ao programa Balanço Geral, da Rádio Sociedade, na manhã desta segunda-feira (20) que dois fatores estão colaborando com o crescimento no número de casos no país: o envelhecimento da população e os hábitos de vida.

“Estamos vendo um aumento muito grande de câncer de intestino no Brasil. Isso está associado a duas questões; o envelhecimento da população e os hábitos de vida dos brasileiros, com a dieta ocidental; consumo muito grande de comida processada, o aumento da ingestão de alimentos ricos em calorias, refrigerantes, doces”, revela. 

Ainda conforme o oncologista, outro fator de risco para a incidência da doença é o consumo deliberado de bebida alcoólica, aliado a ausência de de atividade físicas.

Métodos de prevenção

Liderando os métodos de prevenção a doença, está a mudança de hábitos. Segundo Moraes, a realização de uma dieta saudável, baseada em fibras e frutas, evitando alimentos gordurosos e processados pode ser de fundamental ajuda no combate ao câncer.

“Evitar carne vermelha, comer, no máximo, duas vezes por semana. Dar preferência a carne branca, peixes, frango, fazer uma atividade física regular e fazer exames de prevenção, como a colonoscopia, que atua na identificação de possíveis verrugas no intestino”, conta.

Atenção aos sintomas

  • Sangue nas fezes;
  • Alteração do hábito intestinal (diarreia e prisão de ventre alternados);
  • Dor ou desconforto abdominal;
  • Fraqueza e anemia;
  • Perda de peso sem causa aparente;
  • Alteração na forma das fezes (fezes muito finas e compridas);
  • Massa (tumoração) abdominal

Foto: Divulgação

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