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Diretor da ABIH-BA comenta fechamento do Club Med Itaparica

Conhecido por ser um dos resorts mais sofisticados da Bahia, o Club Med Itaparica, localizado na ilha do município de mesmo nome, encerra hoje (31) suas atividades. De acordo com a empresa, a decisão foi motivada por uma “estratégia mundial de focar em resorts que evoluem para um posicionamento premium”. Os funcionários desligados terão seus direitos trabalhistas garantidos no ato da rescisão e farão cursos em parceria com o Senac para terem maiores chances em candidaturas a vagas nos demais resorts disponíveis, diz ainda a direção do hotel.

Em entrevista ao programa Conexão Sociedade, o diretor de marketing e comunicação da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – Bahia (ABIH-BA), Luciano Lopes, comentou o fechamento da unidade. “Nos últimos quatro, cinco anos, estamos sofrendo uma grande retração econômica, que afetou vários segmentos – não só o turismo, mas a indústria, o comércio, serviços. Esse é um movimento da crise econômica que enfrentamos. Por outro lado, temos também alguma aberturas novas de hotéis, que vieram para Salvador e para Bahia, como em Praia do Forte, Baixio, Itacaré, Trancoso. É o momento também de rearrumação, são equipamentos bastante antigos”, avaliou.

Para Luciano, outro fator que pode explicar as transformações no setor hoteleiro é a mudança de segmento buscada pelas empresas. “Estão fazendo uma reestruturação em relação à atuação, buscando um mercado mais de nicho, com um padrão um pouco maior. O que esperamos é que, no final disso tudo, seja um salto positivo e que venham mais hotéis e mais projetos, pois sabemos que o turismo tem uma capacidade de gerar muitos empregos e renda, sobretudo nas localidades em que está inserido”, acrescentou.

O executivo reconhece também que, atualmente, a construção de grandes hotéis na capital baiana não está sendo levada a cabo. Na sua avaliação, isso ocorre não apenas em função da queda na atividade econômica brasileira, mas também por uma mudança no perfil dos turistas em relação a quatro décadas atrás, por exemplo. “Ele valorizava ficar dentro do hotel, aproveitar a piscina, a boate, o restaurante e, hoje, está muito mais voltado à experiência de estar em um equipamento diferente, que traz uma história, e busca não apenas aproveitá-lo. Querem vir a Salvador ou qualquer outro destino e irem ao museu, visitar uma igreja, uma praia bacana, um ponto turístico diferenciado”, admitiu.

Foto: Gênesis Freitas / Rádio Sociedade

    
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