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“Ela pode ser fatal”, alerta especialista sobre a sífilis congênita

O último dia (16) foi marcado pela celebração da campanha de combate e prevenção à sífilis e sífilis congênita.

A doença infectocontagiosa é causada pela bactéria Treponema Pallidum. Sexualmente transmissível, ela também pode ser propagada por transfusão de sangue ou por contato direto com sangue contaminado. 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o órgão registrou um aumento exponencial nos casos de sífilis, ao redor do mundo; os números chegam a 350%.

De acordo com o Boletim Epidemiológico de Sífilis do Ministério da Saúde, publicado em 2019, foram notificados 152.915 casos da doença adquirida em todo o país e 24.130 casos de sífilis congênita, que é quando a gestante passa a doença para o bebê. 

Na manhã desta segunda-feira (18), a Rádio Sociedade entrevistou a pesquisadora do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs) da Fiocruz Bahia, Andrea Ferreira para falar sobre as causas da doença, principais sintomas, forma de prevenção e tratamento.

De acordo com a especialista, embora o tratamento contra a doença seja barato e de fácil acesso à população, existem falhas no processo de acompanhamento das gestantes e das crianças que nascem com o diagnóstico da doença, o que contribui diretamente para o aumento dos casos.

Quando a grávida não tem acesso ao tratamento adequado. Quando a gente não consegue completar o ciclo de tratamento, que na maioria dos casos é feito com penicilina, existe uma elevada possibilidade de transmissão para o bebê, que é o que chamamos de sífilis congênita […] ela pode ser fatal para criança”, alertou.

A sífilis é categorizada em três estágios: a primária, que geralmente surge após 21 dias de contágio com aparecimento de ferida na região genital. A secundária, que aparece em um período mais tardio e é caracterizada pelo surgimento de pequenas feridas ao redor do corpo e fase considerada mais crônica, que é a terciária, que pode se manifestar anos depois de primeira infecção e acomete alguns órgãos específicos como fígado, cérebro e o coração.

Durante a ocasião, Andrea destacou a importância de buscar atendimento especializado nas unidades de saúde, em casos de suspeita da doença, para realização do exame de rastreio.

Ainda segundo a médica, quando diagnosticada precocemente durante a gestação e o tratamento é realizado adequadamente, o bebê nasce sem registro da doença.

“A sífilis é uma doença universal, mas como todas as doenças, ela se concentra em grupos populacionais que são sistematicamente vulnerabilizados. A gente precisa pensar que, geralmente, a grande proporção da sífilis se concentra em mulheres entre 30 a 39 anos, mulheres de baixa escolaridade, porque isso está relacionado ao acesso à informação e o acesso às formas de prevenção”, concluiu.

Foto: Divulgação


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